terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Pânico

1. O que é um ataque de pânico ?

Um ataque de pânico é caracterizado por um início repentino, com progressão fulminante de sentimentos de medo, terror ou desconforto acompanhado de no mínimo quatro dos seguintes sintomas :

 Taquicardia ou palpitações
 Sudorese profusa
 Tremores
 Falta de ar
 Dor ou constricção no peito
 Náusea
 Descontrole intestinal
 Fraqueza
 Ondas de calor
 Sentimentos de despersonalização
 Medo de enlouquecer
 Medo de morrer

Num ataque de pânico, quatro ou mais destes sintomas atingem intensidade máxima em 10 minutos. Na maioria dos casos um ataque de pânico é claramente distinto da ansiedade não paroxística por sua intensidade e rapidez de início. Um ataque de pânico é geralmente devastador. O indivíduo experimenta medo intenso, com sensações de morte iminente, perda do controle e da razão. Um sentimento intenso de necessidade de escapar da situação é comumente relatado.

2. O que causa um ataque de pânico ?

Para avaliar uma pessoa que teve um ou mais ataques de pânico, é essencial conhecer as circunstâncias nas quais os ataques ocorrem. Em alguns indivíduos os ataques de pânico ocorrem inesperadamente, sem razão aparente. Outros têm ataques quando expostos à situações que provoquem ansiedade, como multidões, espaços fechados, túneis, pontes ou lugares altos. Um terceiro grupo tem ataques em ambas as situações. A maioria dos clínicos e pesquisadores concorda que a relação entre um ataque de pânico e um estímulo desencadeante específico é uma resposta aprendida. Ataques de pânico inesperados tem sido explicados como alterações dos sistemas internos de alarme, ou seja, uma resposta de fuga ou luta na ausência de ameaça externa. Alguns consideram que estímulos internos como taquicardia ou falta de ar, interpretados erroneamente, podem ter papel importante no disparo dos ataques de pânico inesperados.

3. Quais os diagnósticos, psiquiátricos ou não, na vigência dos quais podem ocorrer ataques de pânico ?

Ataques de pânico podem ocorrer em várias patologias, psiquiátricas ou não, e não são sinônimo de transtorno de pânico. O transtorno de pânico, propriamente dito, a fobia social, as fobias específicas, o transtorno obsessivo compulsivo, o transtorno do estresse pós-traumático, a depressão e a intoxicação ou abstinência de substâncias são os diagnósticos psiquiátricos mais freqüentemente relacionados aos ataques de pânico. As causas não psiquiátricas mais freqüentes incluem o hipertiroidismo, hiperparatiroidismo, feocromocitoma, disfunções vestibulares, epilepsias, arritmias cardíacas e intoxicações medicamentosas.

4. Avaliação médica dos pacientes com ataques de pânico

Uma história detalhada é o passo mais importante na avaliação de um paciente com ataques de pânico. O paciente geralmente se atêm a sintomas específicos, como aceleração do ritmo cardíaco, dor torácica, fraqueza ou sudorese, subestimando outros fatores, como a presença de outros sintomas importantes, circunstâncias de ocorrência dos ataques, rapidez de início, e duração dos ataques. O que parece inicialmente ser um ataque cardíaco ou acidente vascular pode ser reconhecido como um ataque de pânico se é obtida uma história mais detalhada sobre as circunstâncias e progressão dos sintomas.

5. Quais as características da doença do pânico ?

A doença do pânico é uma síndrome. As pessoas com a doença do pânico têm ataques recorrentes e inesperados; às vezes mais de um por semana. Os ataques são acompanhados por preocupação ou medo de novos ataques, temor de doenças cardíacas e alterações significativas de comportamento. Alguns pacientes têm medo de novos ataques, ou quando ocorrem numa determinada situação, então os pacientes passam a associar tais situações. Tornam-se então fóbicos e começam a evitar tal situação, tornando-se fóbicos. Essa fobia chama-se agorafobia onde o paciente fica limitado precisando de companhia para atividades diárias como dirigir, fazer compras, às vezes ficam presos em sua própria casa.

6. Quem sofre de doença do pânico ?

A doença do pânico tem sido diagnosticada até em crianças de 8 anos. Muitos pacientes têm seu primeiro ataque na adolescência. A maioria dos pacientes tem a síndrome plenamente desenvolvida em torno dos 30 anos. O início após os 50 anos é raro, mas algumas pessoas de 50 a 60 anos desenvolvem a doença do pânico. Estudos em geral tem demonstrado uma incidência em mulheres. O tipo de paciente da doença do pânico é uma mulher jovem, com alto grau de ansiedade e sintomas físicos importantes.

7. Que outros problemas, ou doenças psiquiátricas podem estar associadas à doença do pânico.

Várias condições associadas tem sido detectadas, uma das mais comuns é a depressão. O funcionamento social e ocupacional dos pacientes, já prejudicado pelo pânico, se deteriora mais com o desenvolvimento da depressão.

A C A L M E - S E

Aceite a sua ansiedade. Substitua seu medo, sua raiva e sua rejeição por aceitação. Resistindo você estará prolongando e intensificando o seu desconforto.
Complete as coisas em sua volta. Não fique olhando para dentro de você, observando tudo e cada coisa que sente. Olhe a sua volta, observando cada detalhe da situação em que você está. Quanto mais puder separar-se da experiência interna e ligar-se nos acontecimentos externos, melhor você se sentirá.
Aja com sua ansiedade. Aja como se você não estivesse ansioso, isto é, funcione com ela. Se você fugir, a sua ansiedade vai diminuir mas o seu medo vai aumentar, e na próxima vez a sua ansiedade vai ser pior. Continue agindo, bem devagar !
Libere o ar dos pulmões, bem devagar. Respire bem devagar, calmamente, inspirando pouco ar pelo nariz e expirando longa e suavemente pela boca.
Mantenha os passos anteriores. Repita cada um, passo a passo. Aceitar a sua ansiedade; contemplar; agir com ela e respirar calma e suavemente até que ela diminua e atinja um nível confortável.
Examine agora seus pensamentos. Examine o que está dizendo para você mesmo e reflita racionalmente para ver se o que você pensa é verdade ou não; você tem provas sobre o que você pensa é verdade ? Há outras maneiras de você entender o que está lhe acontecendo ? Lembre-se : você está apenas ansioso : isto pode ser desagradável, mas não é perigoso.
Sorria, você conseguiu ! Você conseguiu sozinho e com seus próprios recursos, tranqüilizar-se e superar este momento.
Espere o melhor. Em vez de se considerar livre dela, surpreenda-se pelo jeito como você a maneja, como você acabou de fazer agora. Esperando a ocorrência da ansiedade no futuro, você estará em uma boa posição para lidar com ela novamente.

4 comentários:

  1. Gostei muito. Realmente é ótimo. Vou tentar agir assim com a minha ansiedade

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  2. Medo...
    Vontade de dar um grito,
    ou calar-se para sempre
    De ficar parado, ou correr
    De não ter existido
    ou deixar de existir (morrer)
    Não há razão quando a mente não funciona
    (redundante, não?)
    Vão extinguindo-se as questões
    mesmo sem respostas
    Perde-se, neste estágio,
    a vontade de saber.
    O futuro é como o presente:
    É coisa nenhuma, é lugar nenhum.
    Morreu a curiosidade
    Morreu o sabor
    Morreu o paladar
    parece que a vida está vencida
    Tenho medo de não ter mais medo.
    Queria encontrar minhas convicções...
    Deus está em um lugar firme, inabalável,
    não pode ser tocado pela nossa falta de confiança
    Até porque, na verdade, confio nele
    O problema é que já não confio em mim mesmo
    Não existe equilíbrio para mentes sem governo
    A química disfarça, retarda a degradação
    mas não cura a mente completamente
    E não existem, em Deus, obrigações:
    já nos deu a vida, o que não é pouco,
    a chuva, o ar, os dias e noites
    Curar está nele, mas, apenas retardaria a morte
    já que seremos vencidos pelo tempo
    (este é o destino dos homens)
    e seremos ceifados num dia que não sabemos
    num instante que mira nossa vida
    e corre rápido ao nosso encontro lentamente
    (ou rasteja lento ao nosso encontro rapidamente?)
    Sei lá...
    Mas não sei se quero estar aqui
    para assistir o meu fim
    Queria estar enclausurado, escondido...
    As amizades que restam vão se extinguindo
    e os que insistem na proximidade
    são os mesmos que insistirão na distância,
    o máximo de distância possível.
    A vida continua o seu ciclo
    É necessário bom senso
    não caia uma árvore velha, podre, sobre as que ainda estão nascendo.
    Os que querem morrer deixem em paz os que vão vivendo
    Os que querem viver deixem em paz os que vão morrendo
    Eu disse bom senso?
    Ora, em estado de pânico não se encontra bom senso
    nem princípios, nem razão, nem discernimento,
    nem força alguma
    Torna-se um alvo fácil
    condenável pelos que estão em são juízo
    E questionam: onde está sua fé?
    e respondo: ela estava aqui agora mesmo...
    ela não se extingui, mas parece que as vezes se esconde de mim...
    o problema é que, quando a mente está sem governo
    (falo de um homem enfermo)
    é como um caminhão que perde o freio
    descendo a serra do mar...
    perde-se o contato com a fé e com tudo o que há...
    e por alguns instantes (angustiantes)
    não encontramos apoio, nem arrimo, nem chão, nem parede, nem mão...
    ah... quem dera, quem dera...
    que a mão de Deus me sustente neste instante...
    em que viver é tão ou mais difícil que conjulgar todos os verbos...
    porque sou, neste momento
    a pessoa menos confiável para cuidar de mim mesmo...
    tenho medo, medo...
    medo de perder o medo
    de sair da vida pela porta de saída...
    medo de perder o medo
    de apertar o botão "Desliga"...

    http://progcomdoisneuronios.blogspot.com

    .

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  3. nossa q materia maravilhosa dr nubor,meus parabens.

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