Entre o bem e o mal
Nubor Orlando Facure
O Brasil da sinais claros de exaustão social e política
Para quem ainda não percebeu vale a pena considerar as notícias de hoje:
O vandalismo no Rio de Janeiro atingiu limites intoleráveis
A polícia se omitiu na repressão e o seu Comandante participa de entrevista revelando-se acuado e intimidado
A OAB repete argumentos de bons mocinhos que só favorecem aos bandidos
O ex-presidente chama de canalha a quem divulgou boatos na Internet sobre a recidiva do seu cancer
O Dr. Padilha oferece 9 mil empregos aos médicos com salário muito bom R$ 10.000 - se surpreende com 11 mil inscritos, fala em sabotagem
Juizes permitiram criminosos do PCC passarem para o semi-aberto
A FAB que sempre se destacou pela honradês, vem agora dizer que descarta o nome dos passageiros convidados que usam seus jatos
Jovéns que invadiram a Câmara de Porto Alegre postam fotos despidos debochando da instituição
Faz-nos falta um " decálogo de normas de boa conduta" que todos possam se comprometer antes que o caldo entorne de vez
sexta-feira, 19 de julho de 2013
sexta-feira, 28 de junho de 2013
A Zilda e a Dilma
A Zilda e a Dilma
Nubor Orlando Facure
Estou me referindo à Dra Zilda Arns
Ainda temos, entre nós, aquela
criança tipo Jéca Tatú, barrigudinha, comida pela verminose, denutrida,
escorrendo gripe pelo nariz, diarréia pelas fezes e que não suporta frequentar a escola
A Dra Zilda Arns encaminhou uma
solução milagrosa implantando o projeto da Pastoral da Criança – fez mais com o
mínimo de recursos
Agora temos aquele menor vândalo
nas ruas que banaliza a manifestação sadia do povo
É aquele mesmo delinquente juvenil
que se soma com a droga para vulgarizar a prórpia vida e a dos seus semelhantes
a quem mata por trocados
É aí que entra um pedido para Dilma
Tudo começa logo após o nascimento –
ele foi feito bandido pelo meio onde foi criado – uma carência social,
econômica e educacional – a bolsa família não tem toda essa abrangência.
Quem sabe criamos a “pastoral da
infância” ?
Uma rede de escolas do primeiro ao
quinto ano – é a idade da inocência, a janela da socialização, a oportunidade
de um tempo que não pode ficar perdida – reeducar mais tarde é mais complicado
que aprender grego aos 40 anos – e nosso país vive se iludindo com cavalos de
Troia – projetos que não vão dar certo
quarta-feira, 26 de junho de 2013
O povo clama nas ruas
O povo clama nas ruas:
Nubor Orlando Facure
A saúde vai mal, a educação é precária, o transporte não anda, a
segurança perdeu a guerra para o malfeitor
O Governo reúne o Gabinete e propõe uma "reforma
política"
Isso soa mais para os mesmos, reforma para os políticos e não
para a sua gente
E o povo tem pressa
Mas hoje tem espetáculo. O Brasil vai lavar a alma - nós
perdemos para o Uruguai em 52
Somos um bando de alienados?
Um aviso aos políticos: a tolerância tem limite
Um aviso ao Governo: nosso compromisso é com o sofrimento
domingo, 23 de junho de 2013
Que jovem é esse?
Que jovem é esse?
Nubor Orlando Facure
A juventude que hoje saiu às ruas
não é a mesma que a Ditadura oprimiu, não é a mesma que gritou “diretas já” ,
nem aquela que destituiu Collor da Presidência
Essa é a juventude da desilusão
Ha quanto tempo são órfãos da
corrupção que desvia os recursos da escola, do hospital, das estradas, da
segurança?
Ha quanto tempo o transporte
público vem piorando?
Nas escolas estão testemunhando
destruições da coisa pública e da dignidade do professor
Diariamente os hospitais relatam
mortes inexplicáveis e médicos perdendo
suas condições de trabalho e rasgando seus compromissos com a ética
As riquezas do país permanecem nas
mãos ambiciosas de empresas de origem duvidosas
A solução para as estradas e os
portos são sistematicamente proteladas
O volume de impostos e encargos
penalizam toda iniciativa empresarial sadia
É a juventude de futuro incerto que
resolveu se manifestar
Reagir nas ruas foi seu grito de
que é preciso mudar – aquele povo conservador, acomodado, amorfo, indolente,
permissivo começou a se mexer
domingo, 16 de junho de 2013
Reciclagem no cérebro
Reciclagem no cérebro
Nubor Orlando Facure
Diante de contrariedades ensina o
dito popular a “fazermos das tripas o coração “ , é mais ou menos isso que fez
o cérebro humano. Afinal a gente já tinha feito os ossinhos dos ouvidos a
partir dos ossos da mandíbula. Aprendemos, também, que quem não tem cão caça
com gato.
Afinal, o organismo humano
formou-se a partir de um animal que desceu das árvores onde comia frutas e que
passou a andar na savana onde aprendeu a correr atrás de caça para comer carne.
Foi importante erguer a cabeça, prestar atenção, olhar em volta os pequenos
sinais de perigo, identificar rapidamente uma ameaça, um parceiro para ajudar
na briga ou uma fêmea para acasalar como qualquer outro mamífero.
O cérebro expandiu uma área na base dos dois
lobos temporais que chamamos giros fusiformes que foram se especializando em
reconhecer rostos. Como nos computadores modernos, essa área usa uma memória
flash, esse reconhecimento tem de ser muito rápido por questões de
sobrevivência. Com isso foi preciso simplificar – não interessa se estamos
vendo o rosto do lado direito ou do seu lado esquerdo, a fera que nos ameaça
pode não nos dar tanto tempo assim para correr. Até uma criança pequena pode
identificar, reconhecer o rosto da sua mãe independente de vê-lo de frente, de
perfil, de cabeça para baixo, com uma mancha vermelha do lado, com cabelos
curtos ou cumpridos, até com um olho a menos. A especialização chegou a um tal
ponto de especificação que muito de nós pode ter se dado ao luxo de ter reservado
um neurônio para identificar o rosto da Angelina Joli ou da Juliana Paes –
gosto não se discute.
Passam-se os milênios e o Homem expande seus grupos
sociais, se vê forçado a estabelecer um código de comunicação – que as gerações
subsequentes poderiam repetir uns com os outros – construindo a linguagem
falada com fonemas, palavras e frases, dando um significado aos objetos e às
suas ações - área cerebral para ouvir ele já tinha, aproveitou seus neurônios
motores da região da garganta e da boca para expressar os sons da fala.
O Homem que quer sempre mais,
inventou a escrita
Aqueles pequenos traços das
pinturas que sabia fazer podiam ser organizados em símbolos com significados,
eles tinham linhas retas, traços, curvas e ângulos, como um rosto – portanto
aproveitava-se aquelas áreas fusiformes para seu aprendizado - a mão direita
(Hemisfério esquerdo) tracejava o desenho das letras, o som e a fala também
saiam do cérebro esquerdo – lobo temporal e frontal – mas, eis que de repente
“deu zebra” - o Hemisfério Direito que
aprendeu a reconhecer um rosto, que, em
qualquer posição é sempre o mesmo rosto,
passou a incomodar – ele via e reconhecia as letras mas, não sabia de
que lado estava vendo – então as letras b e d para o lado direito são as mesmas;
p e q também; MA e AM são iguais – nasceu a dislexia
sábado, 15 de junho de 2013
Como é linda a Neurologia da Matemática
Como é linda a neurologia da
matemática
Nubor Orlando Facure
Senso numérico – o nosso bebê já o
tem instalado no seu cérebro
Colocamos um chocolate na sua
frente e depois o escondemos atrás de uma cortina. Agora, levantando a cortina,
fazemos aparecer o chocolate e um caminhãozinho. O bebê permanece atento.
Repetimos o experimento fazendo aparecerem 2 chocolates – dá para ver o olhar
de espanto do bebê – ele sabe que duplicamos o objeto – chama-se “numerosidade”
– ele percebe a duplicação do objeto – podemos testar com rostos, bolas ou
qualquer outro objeto do interesse da criança
Vamos agora, apresentar ao bebê,
dois montinhos de balas, de bolinhas, de rodinhas, de chocolates – esse bebê
faz um calculo instantâneo – analógico, sabendo perceber imediatamente qual dos
montinhos tem mais quantidade – esse predicado de “subtaneidade” é testado em
animais como pombos, ratos, cachorros e chimpanzés com sucesso – essa
propriedade é vital para um leão saber quantos adversários tem pela frente ou para
um macaco subir na árvore que tem mais frutinhas
Piaget testou com bolinhas de
argila a capacidade de perceber quantidades numa fila maior outra menor tendo o
mesmo número de bolinhas. Os resultados vão ser diferentes se a argila for
substituída por chocolate kkkk
Agora, apresentemos ao bebê 3
bandejas com quantidades diferentes de balas – ele nos dará indícios de saber
que a soma de duas bandejas tem mais balas do que uma que parece mais cheia
Esses desempenhos matemáticos que
apresentamos são processados nos lobos parietais dos dois hemisférios e a sua
lesão compromete seus resultados
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