Depressão
Depressão é uma doença que pode ser tratada.
O diagnóstico é a primeira etapa no tratamento. Depressão é um dos transtornos mentais mais freqüentes.
Objetivos
O assunto desta apostila é a depressão maior, uma das formas de doença depressiva.
Divide-se em duas partes
Parte I :- Contém respostas às perguntas mais freqüentes sobre depressão, e algumas informações básicas sobre o assunto.
Parte II :- Contém informações mais detalhadas sobre depressão e seu tratamento.
Parte I
Quem fica deprimido ?
A depressão maior, freqüentemente chamada de depressão, é uma doença comum, que pode acometer qualquer pessoa. A depressão é duas vezes mais freqüente em mulheres do que em homens.
O que é depressão ?
Depressão não é apenas uma sensação de tristeza ou de “baixo astral”. É mais do que se sentir triste ou ficar de luto após uma perda. A depressão é uma doença tanto como o Diabetes, Pressão Arterial elevada ou Doenças Cardíacas, que afetam seus pensamentos, seus sentimentos , sua saúde e seu comportamento.
A depressão pode ser causada por diversos fatores :-
História familiar
Doenças não psiquiátricas
Alguns medicamentos
Uso de drogas ou álcool
Doenças psiquiátricas
Algumas situações da vida como estresse intenso ou separação brusca podem desencadear a depressão ou impedir uma recuperação completa. Em algumas pessoas, a depressão ocorre mesmo quando tudo está bem.
A depressão não ocorre por sua culpa. Não é uma fraqueza. É uma doença e pode ser tratada.
Como saber se estamos deprimidos ?
Pessoas que têm depressão maior apresentam determinados sintomas quase que diariamente, a maior parte do dia por um período mínimo de duas semanas. Esses sintomas incluem pelo menos um dos seguintes : -
Humor deprimido
Insatisfação com a vida
Afastamento das atividades sociais
Perda do interesse ou prazer em atividades ou por coisas que você costumava apreciar. Tristeza, melancolia ou sensação de vazio.
Sensação de lentidão ou de inquietação, com incapacidade de permanecer quieto.
Sentimentos de autodesvalorização ou de culpa.
Aumento ou redução de apetite ou de peso.
Idéias freqüentes de morte ou suicídio.
Dificuldade para se concentrar, raciocinar, memorizar, ou tomar decisões.
Insônia ou excesso de sono.
Abuso de substâncias prejudiciais
Perda de energia ou cansaço persistente.
Freqüentemente ocorrem também outros sintomas físicos ou psicológicos.
Dor de cabeça
Outras dores
Problemas digestivos
Dificuldades sexuais
Pessimismo ou desesperança
Ansiedade ou preocupação
O que fazer quando tivermos esses sintomas ?
Muitas vezes, as pessoas não procuram tratamento para sua depressão porque não reconhecem os sintomas, porque têm dificuldade em pedir ajuda, porque se sentem culpadas, ou porque não sabem que existem tratamentos para a depressão.
Quando o médico é consultado ele deve : -
Descobrir se existe uma causa física para a depressão.
Tratar a depressão.
Encaminhar a um psiquiatra para avaliação complementar e tratamento.
Como o tratamento pode ajudar ?
O tratamento reduz a dor e o sofrimento da depressão. Quando bem feito, elimina os sintomas da depressão e permite que volte à vida normal. Quanto mais cedo procurar ajuda, mais depressa começará a se sentir melhor. Como em outras doenças, quanto mais tempo se demora para procurar tratamento, tanto mais difícil será a recuperação.
A maioria das pessoas que recebe tratamento para depressão começa a se sentir melhor e retoma suas atividades diárias em algumas semanas.
Assim como em outras doenças, algumas vezes o primeiro tratamento pode não funcionar de forma adequada. Talvez seja necessário tentar um outro tipo de tratamento. É importante não desanimar se a primeira tentativa não der certo.
Tipos de tratamentos
Medicamentos antidepressivos
Psicoterapia
Medicamento antidepressivo associado à psicoterapia
Idéias de suicídio ou morte freqüentemente acompanham a depressão. Se você tiver idéias desse tipo, conte imediatamente para uma pessoa de sua confiança. Peça-lhe ajuda para conseguir orientação profissional o mais rápido possível. Se a depressão for tratada adequadamente, tais idéias desaparecerão.
Parte II
Sintomas de depressão
Quando uma pessoa está deprimida, apresenta vários sintomas quase diariamente, a maior parte do dia, por um período de pelo menos duas semanas.
Humor deprimido.
O paciente manifesta seus sentimentos geralmente com palavras, com expressão facial ou mesmo com posturas que revelam tristeza, desesperança, desamparo ou sensação de inutilidade.
Sentimento de culpa.
Paciente se sente auto-recriminado, sente que decepcionou os outros, com suas idéias de culpa costuma se incomodar sobre seus erros passados ou suas más ações. Imagina a doença como um castigo. Tem delírio de culpa, pode ouvir vozes de acusação ou denúncia e alguns referem alucinações visuais ameaçadoras.
Idéias ou gestos suicidas.
Esses pacientes costumam sentir que a vida não vale a pena. Desejariam estar mortos e pensam com freqüência na possibilidade de sua morte. Alguns tentam o suicídio.
Insônia freqüente.
A insônia costuma ser um sintoma inicial. Alguns queixam-se de dificuldades ocasional para conciliar o sono e outros referem insônia todas as noites. Existe também uma insônia no meio da noite em que o paciente acorda com freqüência referindo inquietude e perturbação mental.
Comprometimento do trabalho e das atividades.
Ocorrem pensamentos e sentimentos de incapacidade, fadiga ou fraqueza para realizar qualquer atividade, seja no trabalho ou mesmo nos passa tempos. Alguns referem perda total do interesse por suas atividades, costumam indiretamente revelar isto pela sua desatenção, indecisão e vacilação. Sentem que precisam esforçarem-se a contragosto no trabalho ou em qualquer atividade. Ocorre diminuição no tempo que se dedicam às suas atividades com conseqüente queda de produtividade.
Retardo no pensamento.
Com freqüência os pacientes manifestam lentidão de idéia e fala; dificuldade de concentração. A atividade motora chega a ficar lenta e reduzida.
Agitação.
Alguns pacientes demonstram certa agitação que parece inconsciente :- brincam com as mãos, com os cabelos, torcem as mãos, roem as unhas, mordem os lábios.
Ansiedade psíquica.
Pode-se observar tensão emocional e irritabilidade subjetiva. Preocupam-se com trivialidade. Demonstram atitude apreensiva no rosto ou na fala. Mesmo sem serem inquiridos os seus gestos expressam medos.
Ansiedade física.
O paciente deprimido tem sensações físicas, incômodas extremamente freqüente :- boca seca, flatulência, indigestão, diarréia, cólicas, eructações, palpitações, dor de cabeça, suspiros, respiração difícil, freqüência urinária, suor aumentado.
Outros sintomas físicos.
Perda de apetite, alimentação forçada, sensações de peso no abdômen. Dificuldades de comer se não insistirem. Uso freqüente de laxativo ou medicação para os intestinos ou para sintomas digestivos.
Sintomas físicos gerais.
Peso nos membros, nas costas ou na cabeça. Dores nas costas, dores de cabeça, dores musculares. Fadiga, perda de energia e cansaço.
Sintomas gênito-urinários.
Perda do libido, distúrbios menstruais, aumento da freqüência urinária.
Hipocondria.
O paciente exagera na auto observação com relação ao seu próprio corpo. Excessiva preocupação com a saúde. Queixas freqüentes de sintomas físicos. Pedidos de ajuda por pequenos sintomas. Idéias delirantes hipocondríacas.
Perda de peso.
Ocorre freqüentemente perda de mais de um quilo por semana.
Consciência da própria doença.
O paciente reconhece que está deprimido e doente. Com freqüência atribui a causa à má alimentação, ao clima, ao excesso de trabalho, a vírus, a necessidade de repouso, a estresse. Outros negam estarem doentes.
Despersonalização e desrealização.
Em estados graves o paciente revela sensações de irrealidade e idéias niilistas.
Sintomas paranóicos.
Quadros depressivos podem se agravar com manifestações psicóticas. Acentua-se desconfiança, idéias de referência, delírio de referência e perseguição. O paciente se atormenta com a idéia de que os vizinhos, os amigos ou os atores da televisão conversam sobre ele, interferem nos seus pensamentos e com freqüência tendem a prejudicá-los.
Sintomas obsessivos e compulsivos.
Nos deprimidos mais graves podem ocorrer manifestações psíquicas ou motoras de comportamento obsessivo compulsivo. Por exemplo lavar as mãos, trancar portas e janelas, executar rituais de alimentação.
Perda de interesse ou prazer em atividades ou passatempos que você costumava apreciar, inclusive atividade sexual. *
Tristeza, melancolia ou sensação de vazio. *
Sensação de lentidão ou inquietação, com incapacidade de permanecer quieto.
Sentimentos de autodesvalorização ou de culpa.
Aumento ou redução do apetite ou peso.
Idéias de morte ou suicídio; tentativa de suicídio.
Dificuldades para se concentrar, raciocinar, memorizar, ou tomar decisões.
Insônia ou excesso de sono
Perda de energia ou sensação contínua de cansaço.
Dor de cabeça
Outras dores.
Problemas digestivos.
Dificuldades sexuais.
Pessimismo ou desesperança.
Ansiedade ou preocupação.
Observação :-
Se você apresentou cinco ou mais sintomas, incluindo um dos dois assinalados com asterisco *, por um período de no mínimo duas semanas, pode estar com depressão maior.
Se você apresentou apenas alguns sintomas de depressão, também é aconselhável procurar um médico.
Às vezes, poucos sintomas pode evoluir para depressão maior. Existem formas leves de depressão, porém persistentes ou crônicas.
Outra forma de depressão
Algumas pessoas com depressão apresentam oscilações de humor, que vão do extremo desânimo, (depressão) à euforia excessiva (mania), com duração de dois dias a meses. Nos intervalos entre depressão e mania, essas pessoas sentem-se perfeitamente normais. Essa condição é denominada transtorno bipolar ou doença maníaco-depressiva.
O transtorno bipolar é hereditário. Pode ser também associado a outros problemas médicos, como traumatismo craniano, distúrbios neurológicos ou outras doenças.
Sintomas de mania
Euforia ou irritabilidade *
Diminuição da necessidade de sono
Tagarelice ou sensação de que não consegue parar de falar
Dificuldade de concentração
Aceleração do pensamento, com sensação de Ter muitas idéias ao mesmo tempo
Atitudes que dão prazer, mas cujo efeito é prejudicial (gastar dinheiro demais, atividade sexual inadequada, investimentos financeiros insensatos)
Idéias de grandeza
Muitos planos de atividade (no trabalho, na escola ou socialmente) ou necessidade de se manter em movimento
Observação :-
Se você apresentar quatro desses sintomas incluindo o assinalado com asteriscos *, por um período de no mínimo uma semana, você pode ter tido um episódio de mania.
Causas da depressão
A depressão maior não é causada por apenas um fator. Provavelmente é conseqüência da combinação de fatores biológicos, genéticos e psicológicos. Algumas condições de vida, como estresse extremo, luto, separação, podem desencadear uma tendência natural, psicológica ou biológica, para depressão. Em algumas pessoas a depressão aparecem mesmo quando as coisas estão bem. O consumo excessivo de álcool ou uso de drogas algumas vezes podem levar à depressão. Assim que esses hábitos são interrompidos, a depressão pode desaparecer.
Lembre-se que a depressão maior não é causada por fraqueza, preguiça ou falta de força de vontade. É uma doença que pode ser tratada.
Diagnosticando a depressão, seu médico pode ajudar
Perguntando sobre sintomas
Perguntando sobre sua saúde em geral
Investigando seus antecedentes familiares em relação a doenças em geral e doenças psiquiátricas
Fazendo um bom exame
Solicitando exames laboratoriais
Tipos de depressão
Grave, moderada e discreta
Na depressão grave a pessoa apresenta quase todos os sintomas de depressão, que praticamente a impedem de exercer suas atividades diárias regulares
Na depressão moderada a pessoa apresenta muitos sintomas de depressão, que freqüentemente a impedem de cumprir suas obrigações
Na depressão discreta a pessoa apresenta alguns sintomas de depressão, que lhe exigem um esforço adicional para fazer as coisas necessárias
Tipos de tratamento
Para cada tipo de depressão existe um tratamento adequado.
Medicamento antidepressivo
Psicoterapia
Medicamento antidepressivo associado a psicoterapia
Fases de tratamento
A depressão em geral é tratada em duas etapas
Primeira com tratamento da fase aguda
Segunda com tratamento de extensão, que compreende uma fase de continuação e, se necessário, uma fase de manutenção
O objetivo da fase aguda é a eliminação dos sintomas da depressão. A continuação desse tratamento por alguns meses é importante para evitar que a doença reapareça.
O tratamento de manutenção é mantido por um período mais longo, está indicado nos casos de depressão recorrente, ou seja, quando a pessoa já apresentou os três ou mais episódios de depressão, separados por intervalos de vários meses ou mais tempo, em que pode se sentir bem, sem sintomas.
Porque a depressão deve ser tratada ?
O tratamento precoce pode evitar que a depressão se torne grave ou crônica
Idéias de suicídio são comuns na depressão, o risco de suicídio aumenta quando os pacientes não são tratados e os episódios depressivos se repetem. Quando o tratamento é eficaz, esses pensamentos desaparecem
Nos intervalos entre os episódios, uma em cada quatro pessoas pode apresentar ainda sintomas e dificuldades para executar as atividades diárias. Essas se não forem tratadas, têm grande chance de desenvolver outro episódio de depressão.
O tratamento, especialmente com medicamentos, pode evitar novos episódios de depressão. Quanto maior o número de episódios de depressão no passado, maior a probabilidade de desenvolver outro. A maioria das pessoas que tiveram um episódio de depressão vai ter um segundo. Sem tratamento, após dois episódios, as chances de um terceiro episódio (depressão recorrente) são maiores. Depois de três episódios, as chances de um quarto são de 90%.
Medicamentos antidepressivos
Existem diversos tipos de medicamentos antidepressivos que podem ser utilizados para o tratamento. Os medicamentos antidepressivos não criam hábito ou dependência. São eficazes na depressão grave e podem ser úteis na depressão leve a moderada.
Psicoterapia
O objetivo do tratamento agudo só com psicoterapia é eliminar os sintomas de depressão e fazer com você retorne à vida normal.
Tipos de psicoterapia
A psicoterapia pode ser individual, em grupo e familiar.
Os três tipos têm sido mais estudados em relação à eficácia na redução dos sintomas de depressão maior.
Terapia comportamental – aborda o comportamento atual
Terapia cognitiva – aborda os pensamentos e crenças
Terapia interpessoal – aborda os relacionamentos atuais
Não se recomenda psicoterapia como único tratamento na depressão grave ou transtorno bipolar.
Cuidando de você mesmo
Quando se está deprimido, é importante
Respeitar suas limitações. Não espere fazer tudo que está acostumado a fazer. Estabeleça metas compatíveis com sua condição atual.
Reconhecer que pensamentos negativos (auto-reprovação, desânimo, expectativa de fracasso e outra idéias desse tipo) fazem parte da depressão. Na medida em que você superar a depressão, os pensamentos negativos também irão desaparecer.
Evitar tomar decisões importantes durante o episódio depressivo. Se for necessário tomar alguma decisão importante, peça ajuda a seu médico ou terapeuta ou a alguém em quem você confie.
Evitar o uso de drogas e álcool. Pesquisas demonstraram que o uso excessivo de álcool ou uso de drogas pode desencadear ou piorar a depressão. Além disso, podem reduzir a eficácia dos medicamentos antidepressivos ou produzir efeitos colaterais perigosos.
Compreender que assim como levou tempo para a depressão se desenvolver, também demorará algum tempo para que ela desapareça.
Pessoas com depressão maior geralmente têm dificuldades no trabalho, na escola e no relacionamento com familiares. Com o tratamento quase todas voltam à vida normal.
Formas de apoiar um membro deprimido da família
Tente manter um relacionamento o mais normal possível
Reconheça que a pessoa está sofrendo
Não espere simplesmente que a pessoa melhore repentinamente
Envie esforços para que a pessoa decida se tratar e melhorar
Demonstre afeição, ofereça palavras reconfortantes e faça elogios
Mostre que você respeita e valoriza a pessoa
Ajude a pessoa a manter-se ocupada, um membro ativo da família
Não critique, atormente ou censure a pessoa por seu comportamento deprimido
Não diga ou faça qualquer coisa que, em sua opinião, poderia piorar a imagem pouco satisfatória que a pessoa já tem de si mesma
Leve a sério qualquer conversa sobre suicídio e notifique o fato imediatamente ao médico ou ao profissional responsável
Teste para identificar os sintomas de depressão
a- sinto-me miserável triste
0 não, absolutamente ( ) 1 não, não muito ( )
2 sim, algumas vezes ( ) 3 sim, definitivamente ( )
b- acho difícil fazer as coisas que eu costumava fazer
0 sim, definitivamente ( ) 1 sim, algumas vezes ( )
2 não, não muito ( ) 3 não, absolutamente ( )
c- fiquei com uma sensação de medo ou pânico aparentemente sem nenhuma razão
0 não, absolutamente ( ) 1 não, não muito ( )
2 sim, algumas vezes ( ) 3 sim, definitivamente ( )
d- falo choramingando ou tenho exatamente esta impressão
0 não, absolutamente ( ) 1 não, não muito ( )
2 sim, algumas vezes ( ) 3 sim, definitivamente ( )
e- ainda aprecio as coisas que eu costumava fazer
0 sim, definitivamente ( ) 1 sim, algumas vezes ( )
2 não, não muito ( ) 3 não, absolutamente ( )
f- estou agitado e não consigo permanecer quieto
0 não, absolutamente ( ) 1 não, não muito ( )
2 sim, algumas vezes ( ) 3 sim, definitivamente ( )
g- consigo adormecer facilmente sem as pílulas para dormir
0 sim, definitivamente ( ) 1 sim, algumas vezes ( )
2 não, não muito ( ) 3 não, absolutamente ( )
h- sinto-me ansioso quando saio de casa sozinho
0 não, absolutamente ( ) 1 não, não muito ( )
2 sim, algumas vezes ( ) 3 sim, definitivamente ( )
i- perdi o interesse pelas coisas em geral
0 não, absolutamente ( ) 1 não, não muito ( )
2 sim, algumas vezes ( ) 3 sim, definitivamente ( )
j- fico cansado sem motivo algum
0 não, absolutamente ( ) 1 não, não muito ( )
2 sim, algumas vezes ( ) 3 sim, definitivamente ( )
k- estou mais irritável do que o usual
0 não, absolutamente ( ) 1 não, não muito ( )
2 sim, algumas vezes ( ) 3 sim, definitivamente ( )
l- acordo de madrugada e depois durmo mal o resto da noite
0 não, absolutamente ( ) 1 não, não muito ( )
2 sim, algumas vezes ( ) 3 sim, definitivamente ( )
Some os números marcados de todas as questões. Se os pontos somarem 15 ou acima, é recomendado que você mostre o teste ao seu médico e solicite-lhe que o avalie. Se a somatória dos pontos não for alta, mas você suspeitar que está com depressão, converse com seu médico.
domingo, 29 de março de 2009
domingo, 22 de março de 2009
PSICOSFERA, NOSSO MEIO AMBIENTE ESPIRITUAL
Nubor Orlando Facure
Observar e perceber o mundo que nos cerca tem nuanças de complexidade infinita. O mesmo objeto, uma mesma pessoa ou um mesmo cenário podem despertar interpretações completamente diferentes conforme o sentimento de quem observa.
O mesmo mundo e que vivemos seria outro se aqui só vivessem sonhadores, místicos, poetas ou santos. Em termos neuropsicológicos já sabemos que o nosso cérebro faz reconhecimento do mundo que nos cerca “sonhando” uma idéia a partir do que vai percebendo. Daí a possibilidade do que for feio para um ser bonito para o outro.
Cada objeto que vemos desperta em nós lembranças e vivências que são associadas compondo nosso julgamento sobre este objeto.
Por isto, cada um de nós “sonha” o mundo conforme suas experiências psíquicas.
Podemos dizer que no dia a dia, ao observarmos a realidade que nos cerca, estamos compondo em torno de nós um cenário mental com formas e figuras que nos acompanham.
O mais importante é que é este cenário psíquico quem direcional nossos comportamentos.
Nós sempre reagimos de conformidade com a interpretação que damos às coisas e às pessoas e, como vimos, nossas interpretações são na verdade julgamentos que o cérebro constrói com representações, com idéias que têm forma e movimento.
Considerando todas as mentes humanas capazes de pensar e criar, podemos deduzir que estamos mergulhados num mundo psíquico de proporções gigantescas e, seguramente interferindo uns sobre os outros, induzindo-nos a comportamentos coletivos massificantes.
Quando toda uma população vê uma notícia pela televisão ou lê a mesma notícia nos jornais, estas pessoas estão criando representações mentais com referência a estas notícias reconstruindo e revivendo os cenários e as personagens envolvidas ou citadas nos noticiários. É como se o mesmo acontecimento se reproduzisse em cada mente que se liga ao episódio noticiado.
Nossa grande questão é saber se este “cenário” mental com formas e personagens assim criados, tem alguma “realidade” física semelhante à que estamos inseridos no mundo material.
Na interpretação da física de hoje, o mundo de moléculas e átomos foi substituído por “campos de energia”. O comportamento aparentemente estável da matéria física foi substituído por “ondas” e “pacotes” de energia que se alternam na dependência da opinião do observador.
Portanto, a matéria se densifica em partículas ou se esvai em onda conforme o julgamento mental de quem participa do experimento. Em termos de matéria física, o ser e o desvanecer depende da mente de quem observa o experimento.
A única coisa palpável que restou deste mundo físico de aparência estável é uma “espuma quântica” onde a matéria e a energia se relacionam.
Pelo menos em termos teóricos podemos pressupor outros “estados” de matéria como, por exemplo, a “matéria radiante” sensível aos influxos da mente. A força mental que se expressa em pensamentos cria “onda” e “partículas” que também se coagulam concretizando as formas dos objetos e das pessoas em quem pensamos.
Enquanto a “espuma quântica” solidifica o mundo físico em que nos movimentamos, a “matéria radiante” corporifica o mundo mental que idealizamos. Assim como falamos em higiene e poluição do ambiente físico, podemos falar e, agora sim, falar “concretamente” em limpeza e poluição psíquica.
Estamos todos mergulhados num mundo psíquico mais “concreto” do que possamos supor e, neste ambiente, a seleção das idéias facilitará um clima mental mais saudável ou mais poluído.
Uma simples notícia de jornal, uma conversa que nos emociona, um filme a que assistimos ou um episódio que relatamos criam junto de nós um ambiente psíquico que chamamos de psicosfera. Somos “caixeiro ambulantes” de idéias que podem facilmente nos identificar aos videntes deste mundo psíquico.
Estas formas-pensamentos um dia farão de etiologia das doenças, principalmente psicossomáticas, e o médico aprenderá a prescrever a prece e a meditação para equilíbrio da nossa psicosfera.
Cada um de nós terá uma responsabilidade individual para construir seu próprio mundo mental selecionando o que fala, o que vê, o que ouve, o que lê porque tudo isto implica em incorporar para sempre matéria mental em nosso psiquismo.
Nubor Orlando Facure
Observar e perceber o mundo que nos cerca tem nuanças de complexidade infinita. O mesmo objeto, uma mesma pessoa ou um mesmo cenário podem despertar interpretações completamente diferentes conforme o sentimento de quem observa.
O mesmo mundo e que vivemos seria outro se aqui só vivessem sonhadores, místicos, poetas ou santos. Em termos neuropsicológicos já sabemos que o nosso cérebro faz reconhecimento do mundo que nos cerca “sonhando” uma idéia a partir do que vai percebendo. Daí a possibilidade do que for feio para um ser bonito para o outro.
Cada objeto que vemos desperta em nós lembranças e vivências que são associadas compondo nosso julgamento sobre este objeto.
Por isto, cada um de nós “sonha” o mundo conforme suas experiências psíquicas.
Podemos dizer que no dia a dia, ao observarmos a realidade que nos cerca, estamos compondo em torno de nós um cenário mental com formas e figuras que nos acompanham.
O mais importante é que é este cenário psíquico quem direcional nossos comportamentos.
Nós sempre reagimos de conformidade com a interpretação que damos às coisas e às pessoas e, como vimos, nossas interpretações são na verdade julgamentos que o cérebro constrói com representações, com idéias que têm forma e movimento.
Considerando todas as mentes humanas capazes de pensar e criar, podemos deduzir que estamos mergulhados num mundo psíquico de proporções gigantescas e, seguramente interferindo uns sobre os outros, induzindo-nos a comportamentos coletivos massificantes.
Quando toda uma população vê uma notícia pela televisão ou lê a mesma notícia nos jornais, estas pessoas estão criando representações mentais com referência a estas notícias reconstruindo e revivendo os cenários e as personagens envolvidas ou citadas nos noticiários. É como se o mesmo acontecimento se reproduzisse em cada mente que se liga ao episódio noticiado.
Nossa grande questão é saber se este “cenário” mental com formas e personagens assim criados, tem alguma “realidade” física semelhante à que estamos inseridos no mundo material.
Na interpretação da física de hoje, o mundo de moléculas e átomos foi substituído por “campos de energia”. O comportamento aparentemente estável da matéria física foi substituído por “ondas” e “pacotes” de energia que se alternam na dependência da opinião do observador.
Portanto, a matéria se densifica em partículas ou se esvai em onda conforme o julgamento mental de quem participa do experimento. Em termos de matéria física, o ser e o desvanecer depende da mente de quem observa o experimento.
A única coisa palpável que restou deste mundo físico de aparência estável é uma “espuma quântica” onde a matéria e a energia se relacionam.
Pelo menos em termos teóricos podemos pressupor outros “estados” de matéria como, por exemplo, a “matéria radiante” sensível aos influxos da mente. A força mental que se expressa em pensamentos cria “onda” e “partículas” que também se coagulam concretizando as formas dos objetos e das pessoas em quem pensamos.
Enquanto a “espuma quântica” solidifica o mundo físico em que nos movimentamos, a “matéria radiante” corporifica o mundo mental que idealizamos. Assim como falamos em higiene e poluição do ambiente físico, podemos falar e, agora sim, falar “concretamente” em limpeza e poluição psíquica.
Estamos todos mergulhados num mundo psíquico mais “concreto” do que possamos supor e, neste ambiente, a seleção das idéias facilitará um clima mental mais saudável ou mais poluído.
Uma simples notícia de jornal, uma conversa que nos emociona, um filme a que assistimos ou um episódio que relatamos criam junto de nós um ambiente psíquico que chamamos de psicosfera. Somos “caixeiro ambulantes” de idéias que podem facilmente nos identificar aos videntes deste mundo psíquico.
Estas formas-pensamentos um dia farão de etiologia das doenças, principalmente psicossomáticas, e o médico aprenderá a prescrever a prece e a meditação para equilíbrio da nossa psicosfera.
Cada um de nós terá uma responsabilidade individual para construir seu próprio mundo mental selecionando o que fala, o que vê, o que ouve, o que lê porque tudo isto implica em incorporar para sempre matéria mental em nosso psiquismo.
Crises Psíquicas - Nas fronteiras da Epilepsia
Nubor Orlando Facure
De maneira geral o leigo reconhece a Epilepsia como uma crise assustadora e repugnante em que o indivíduo desmaia e cai ao solo se debatendo em contrações. A Bíblia faz relatos de crises que atribui a atuações "demoníacas" que lembram as manifestações epilépticas mantendo por milênios confusão e preconceitos. Dostoiewisk e Machado de Assis, portadores de epilepsia, utilizaram-se de protagonistas de seus romances para descreverem suas próprias crises. Vultos ilustres da História tiveram epilepsia mas, para o homem comum , é na sarjeta das ruas que ele costuma tomar contato e se amedrontar com a violência da crise convulsiva.
Embora Hipócrates tenha feito em seus escritos uma brilhante descrição da crise de Grande Mal, indicando o cérebro como o responsável por toda esta sintomatologia, a Epilepsia foi tida como uma doença mental pelos séculos afora e só depois do surgimento da Neurologia no século passado é que a Epilepsia passou a ser compreendida como uma síndrome decorrente de uma lesão orgânica no cérebro.
Hoje se entende a epilepsia como uma descarga elétrica desorganizada que atinge os neurônios cerebrais provocando sintomas correlacionados com a área cerebral afetada.
Embora os relatos mediúnicos do porte de Missionários da Luz ditado pelo espírito André Luiz façam descrições inconfundíveis de sintomatologia epiléptica em seus protagonistas, submissos à interferência espiritual francamente obsessora, a medicina de hoje rejeita qualquer presença espiritual na gênese de crises epilépticas, especialmente pelo temor de ver ressurgir a nefasta participação de "demônios" dos antigos textos bíblicos que a Idade Média e a Inquisição souberam tirar proveito.
Os exames sofisticados de hoje identificam os traumas, as infeções, os tumores e as degenerações entre diversas outras causas de natureza orgânica para a etiologia da Epilepsia, entretanto, nenhum destes exames está apropriado para detectar as vibrações do plano espiritual que nos fariam compreender mais profundamente a natureza essencial do problema da Epilepsia.
Nem sequer de longe pretendemos excluir a gênese cerebral da manifestação epiléptica mas, a visão exclusivamente materialista da Medicina tradicional a envolve de um obscurantismo estúpido que não lhe permite identificar um outro universo de interferência situado na dimensão espiritual que, como causa ou como agravante, interfere na freqüência e na constelação de sintomas que o epiléptico manifesta.
Negando a existência do Espírito a Medicina não consegue enxergar que, através do próprio estudo da Epilepsia ela teria muito o que aprender, Por exemplo, com o que os pacientes epilépticos vivenciam durante as chamadas "crises psíquicas" , nas quais, observa-se uma riqueza de expressão clínica cognitiva, que o simples desarranjo de neurônios em "curto-circuito" não tem argumentos para justificar.
Na classificação das crises epilépticas a Neurologia destaca um tipo de crise chamada de Crise Focal ou Parcial em que não há comprometimento da consciência e a sintomatologia será decorrente do local no cérebro afetado pela descarga neuronal desorganizada. Na área motora o paciente irá apresentar contrações musculares na mão, no braço , na perna ou em qualquer outra parte do corpo correspondente a região motora do cérebro afetado.
Numa área sensitiva os sintomas serão referidos como adormecimentos, sensações estranhas ou deformações no membro atingido.
É no grupo das crises focais que estão incluídas as crises psíquicas, nas quais, o paciente relata sensações subjetivas que experimenta espontaneamente podendo ter duração de minutos, horas ou dias.
As descrições clássicas das crises psíquicas fazem referência mais comumente às crises de "Dejà vú" e de "Jamais vú". Estes dois quadros são reconhecidos como decorrente de lesões na base do cérebro na região dos lobos temporais. No "Dejà vú" (já visto), o paciente relata uma sensação de familiaridade com o ambiente ou com as pessoas mesmo que lhe sejam estranhas e que ele as estejam vendo pela primeira vez. Num local que lhe seja completamente desconhecido o paciente ao ter sua crise sente uma forte impressão de que já conhece ou já estivera naquele lugar.
Na crise de "Jamais vú" (jamais visto) o paciente manifesta sensação de estranheza em lugares conhecidos ou por pessoas da sua convivência.
Ambas situações que descrevemos podem ocorrer ocasionalmente com qualquer pessoa normal, mas, no epiléptico, estas sensações são comumente repetitivas e duradouras.
Muitos epilépticos apresentam crises psíquicas freqüentes mas que tem merecido pouco destaque por parecerem corriqueiras como as mudanças súbitas de humor, um entristecimento súbito ou uma agressividade imotivada e desproporcional que pode beirar à violência.
Neste artigo, estou interessado em relatar outros tipos de crises psíquicas, relativamente raras em que os próprios pacientes tem muita dificuldade em achar termos adequados para descreve-las. Elas merecem ao meu ver um estudo meticuloso procurando-se valorizar as verdadeiras sensações destas experiências subjetivas que os pacientes procuram nos passar, sentindo inclusive, com freqüência, a incredulidade com que a maioria dos médicos manifestam ao ouvi-los.
Os relatos destas crises, à primeira vista parecem inconsistentes, inverosímeis, superficiais, misturando-se com os sintomas da própria ansiedade com que os pacientes convivem quando vítimas deste tipo de crise. Elas podem ser muito demoradas e não tem o caráter ictal de subtaniedade das crises convulsivas. Não há uma afetação da consciência mas sim da percepção de funções complexas como da noção de tempo, do espaço, da realidade, do movimento, da noção do Eu e até do pensamento.
Estas várias sensações ao nível da vivência psíquica do indivíduo, a mim parecem fornecer preciosa observação da fronteira entre as experiências vividas física ou espiritualmente por estes pacientes.
Uns poucos relatos que fizeram estes pacientes, me ajudaram a confirmar que o mundo mental de cada um de nós transita numa dimensão espiritual que transcende a experiência física. Um deles é médico, freqüenta meu consultório desde garoto por ter convulsões decorrentes de neurocisticercose e recentemente procurou-me com uma certa inquietação tentando relatar, ele acompanhado pela esposa que, nos últimos dois dias tinha perdido a capacidade de acompanhar a passagem do tempo. Não era a identificação do tempo das horas ou do dia e da noite. Ele dizia ser uma perda da "noção do tempo". Os acontecimentos processavam-se na sua mente e quando ele se dava conta estes acontecimentos já tinham acabado de ocorrer.
Ao dirigir-se para seu consultório conduzindo seu carro pela estrada, fazia as curvas, mas sempre com a idéia de que isto não lhe tomava tempo, porque ocorria na sua mente, literalmente falando, antes de acontecerem fisicamente. O que tinha em mente, do trajeto que percorria, não era uma imaginação, era o próprio acontecimento . Dizia que não lhe fazia sentido o antes ou o depois porque tudo que ocorria em seqüência ele vivenciava ocorrendo simultaneamente.
Sua esposa o ajudava como auxiliar de anestesia e na entrevista me contava que apesar de permanecer o tempo todo com estas sensações que descrevia ele procedia normalmente enquanto anestesiava seus pacientes, apenas dizia que, toda atitude que tomava já lhe parecia ter ocorrido não como uma premunição mas como um acontecimento "já feito" , se assim podemos dizer por ele, e, ao terminar a anestesia, para sua mente, os fatos lhe pareciam continuar acontecendo.
A neurologia descreve, também, um estado de crise psíquica em que o paciente tem a sensação constante de estar vivendo um sonho. É chamado de "Dreamy States" pelos clássicos.
Tivemos dois pacientes que nos relataram episódios em que sentiam uma alteração no que eles chamavam de "realidade". Uma jovem senhora referia que estas sensações a perturbavam há anos. Principalmente a noite e se estivesse perto de muitas pessoas. Isto a deixava insegura. Parecia fazer as coisas por instinto. Insistia em dizer que nas crises tinha a sensação de estar vivendo em um "estágio antes da realidade".
Um outro paciente com crises semelhantes acrescentava que também tinha a impressão de "não estar vivendo a realidade" e, tudo que fazia, para ele, "não tinha conteúdo emocional".
Duas crianças e dois adultos jovens que já acompanhávamos por antecedentes de convulsões, nos relataram episódios percepção alterada no movimento dos objetos e do próprio pensamento.
Ouvi deles expressões do tipo: "Os movimentos das coisas e das pessoas parecem acelerados"; "quando estendo as mãos para pegar um objeto parece que meus gestos são muito rápidos"; "as pessoas atravessam a rua muito depressa"; "fica difícil atravessar a rua com os carros todos correndo"; "tudo ao redor parece estar acelerado"; "as pessoas parecem falar muito rápido". Um dos garotos dizia ser acordado pela crise. Para um deles, o seu próprio pensamento, quando em crise, parecia ser acelerado.
Nestas horas ele evitava o diálogo com receio de demonstrar aos outros alguma perturbação. Um destes pacientes, com 23 anos é pintor e dizia que nas crises sentia que tudo se passava lentamente, seus próprios gestos ao lidar com o pincel lhe parecia ser feito em camera lenta embora os seus colegas não confirmassem esta vagaresa. Ele se sentia assim por mais de uma semana seguida entrando e saindo das crises sem qualquer motivo aparente.
Uma senhora que também acompanhávamos por ter desmaios, tinha um eletrencéfalo com alterações focais no hemisfério esquerdo e uma tomografia cerebral típica de neurocisticercose. Ela contava que vinha tendo episódios em que parecia se deslocar, se sentia estar muito longe, "como se num outro mundo", "ocupando um outro espaço". Estes episódios duravam 20 minutos e a seguir, mantendo-se sempre muito lúcida, ela sentia a cabeça vazia, ficava pálida e ofegante.
Outros quadros, mais complexos e as vezes muito elaborados, tem sido rotulado como alucinatórios e comumente relacionados com as disritimias do lobo temporal ou as patologias do sono.
Alguns pacientes se dizem sentir fora do corpo, sensação que a neurologia chama de “despersonalização”. Para outros, os objetos que vêem ou os sons que ouvem, estão aumentados, diminuídos ou distorcidos. As vezes, há uma concentração de cenas e episódios memorizados e o paciente, num relance, recapitula toda sua existência. Dá-se o nome de “visão panorâmica” da vida.
Tivemos, entre muitos outros, o caso de uma garota de 9 anos, que nos consultava devido manifestações comuns de epilepsia. Ela nos relatou que por algumas ocasiões, estando absolutamente desperta, se sente saindo do seu corpo em completa lucidez. Numa destas últimas crises estava sentada no sofá, assistindo televisão, quando, subitamente, se vê de pé, ao lado do corpo físico. Questionei sobre seus medos nesta hora e qual sua atitude ao se ver nesta duplicidade.
Ela respondeu-nos com muita simplicidade que assustada procurou se dirigir para perto da televisão para ver se o seu corpo ali sentado a acompanhava.
Os quadros que descrevemos acima não surpreenderiam a qualquer neurologista habituado a atender casos de epilepsia. Seguramente serão atribuídos à presença de distúrbio da atividade neuronal especialmente do lobo temporal e a maioria deles vai se ver livre destas crises com medicação disponível para atuar especificamente nas disritimias desta região.
É curioso, entretanto, que, estas descrições, ao relatarem como estes pacientes vivenciam ou "decodificam" a noção do sentido do tempo, da apreensão da realidade, da relação espaço-tempo no deslocamento dos objetos, da síntese e projeção do pensamento, nos permite despretensiosamente conjeturar uma série de semelhanças com certas descrições não acadêmicas na literatura espiritualista.
Os textos especializados em descrições sobre técnicas de meditação, Por exemplo, revelam que os "grandes mestres" e "místicos" que atingem os graus mais profundos de interiorização da consciência , fazem interessantes descrições em relação ao sentido do tempo, ao espaço ocupado pela matéria, à velocidade das partículas de matéria/energia que sintonizam, bem como, o turbilhão do fluxo do pensamento descrições estas que a meu ver tem correspondência muito provocativa com as dos epilépticos que aqui registramos.
Para nós espíritas, os conceitos de tempo no mundo espiritual, de espaço na dimensão extra-física, de projeções do pensamento, de deslocamento do corpo espiritual podem ser facilmente reconhecidos nesta serie de estórias que registramos. As lesões objetivas que a massa cerebral evidencia nestes quadros são para mim, nada mais que portas de intercessões entre as duas dimensões, a expressão física de uma realidade que o corpo nos permite palpar e a percepção espiritual que vivenciamos sem os sentidos perceberem.
Nubor Orlando Facure
De maneira geral o leigo reconhece a Epilepsia como uma crise assustadora e repugnante em que o indivíduo desmaia e cai ao solo se debatendo em contrações. A Bíblia faz relatos de crises que atribui a atuações "demoníacas" que lembram as manifestações epilépticas mantendo por milênios confusão e preconceitos. Dostoiewisk e Machado de Assis, portadores de epilepsia, utilizaram-se de protagonistas de seus romances para descreverem suas próprias crises. Vultos ilustres da História tiveram epilepsia mas, para o homem comum , é na sarjeta das ruas que ele costuma tomar contato e se amedrontar com a violência da crise convulsiva.
Embora Hipócrates tenha feito em seus escritos uma brilhante descrição da crise de Grande Mal, indicando o cérebro como o responsável por toda esta sintomatologia, a Epilepsia foi tida como uma doença mental pelos séculos afora e só depois do surgimento da Neurologia no século passado é que a Epilepsia passou a ser compreendida como uma síndrome decorrente de uma lesão orgânica no cérebro.
Hoje se entende a epilepsia como uma descarga elétrica desorganizada que atinge os neurônios cerebrais provocando sintomas correlacionados com a área cerebral afetada.
Embora os relatos mediúnicos do porte de Missionários da Luz ditado pelo espírito André Luiz façam descrições inconfundíveis de sintomatologia epiléptica em seus protagonistas, submissos à interferência espiritual francamente obsessora, a medicina de hoje rejeita qualquer presença espiritual na gênese de crises epilépticas, especialmente pelo temor de ver ressurgir a nefasta participação de "demônios" dos antigos textos bíblicos que a Idade Média e a Inquisição souberam tirar proveito.
Os exames sofisticados de hoje identificam os traumas, as infeções, os tumores e as degenerações entre diversas outras causas de natureza orgânica para a etiologia da Epilepsia, entretanto, nenhum destes exames está apropriado para detectar as vibrações do plano espiritual que nos fariam compreender mais profundamente a natureza essencial do problema da Epilepsia.
Nem sequer de longe pretendemos excluir a gênese cerebral da manifestação epiléptica mas, a visão exclusivamente materialista da Medicina tradicional a envolve de um obscurantismo estúpido que não lhe permite identificar um outro universo de interferência situado na dimensão espiritual que, como causa ou como agravante, interfere na freqüência e na constelação de sintomas que o epiléptico manifesta.
Negando a existência do Espírito a Medicina não consegue enxergar que, através do próprio estudo da Epilepsia ela teria muito o que aprender, Por exemplo, com o que os pacientes epilépticos vivenciam durante as chamadas "crises psíquicas" , nas quais, observa-se uma riqueza de expressão clínica cognitiva, que o simples desarranjo de neurônios em "curto-circuito" não tem argumentos para justificar.
Na classificação das crises epilépticas a Neurologia destaca um tipo de crise chamada de Crise Focal ou Parcial em que não há comprometimento da consciência e a sintomatologia será decorrente do local no cérebro afetado pela descarga neuronal desorganizada. Na área motora o paciente irá apresentar contrações musculares na mão, no braço , na perna ou em qualquer outra parte do corpo correspondente a região motora do cérebro afetado.
Numa área sensitiva os sintomas serão referidos como adormecimentos, sensações estranhas ou deformações no membro atingido.
É no grupo das crises focais que estão incluídas as crises psíquicas, nas quais, o paciente relata sensações subjetivas que experimenta espontaneamente podendo ter duração de minutos, horas ou dias.
As descrições clássicas das crises psíquicas fazem referência mais comumente às crises de "Dejà vú" e de "Jamais vú". Estes dois quadros são reconhecidos como decorrente de lesões na base do cérebro na região dos lobos temporais. No "Dejà vú" (já visto), o paciente relata uma sensação de familiaridade com o ambiente ou com as pessoas mesmo que lhe sejam estranhas e que ele as estejam vendo pela primeira vez. Num local que lhe seja completamente desconhecido o paciente ao ter sua crise sente uma forte impressão de que já conhece ou já estivera naquele lugar.
Na crise de "Jamais vú" (jamais visto) o paciente manifesta sensação de estranheza em lugares conhecidos ou por pessoas da sua convivência.
Ambas situações que descrevemos podem ocorrer ocasionalmente com qualquer pessoa normal, mas, no epiléptico, estas sensações são comumente repetitivas e duradouras.
Muitos epilépticos apresentam crises psíquicas freqüentes mas que tem merecido pouco destaque por parecerem corriqueiras como as mudanças súbitas de humor, um entristecimento súbito ou uma agressividade imotivada e desproporcional que pode beirar à violência.
Neste artigo, estou interessado em relatar outros tipos de crises psíquicas, relativamente raras em que os próprios pacientes tem muita dificuldade em achar termos adequados para descreve-las. Elas merecem ao meu ver um estudo meticuloso procurando-se valorizar as verdadeiras sensações destas experiências subjetivas que os pacientes procuram nos passar, sentindo inclusive, com freqüência, a incredulidade com que a maioria dos médicos manifestam ao ouvi-los.
Os relatos destas crises, à primeira vista parecem inconsistentes, inverosímeis, superficiais, misturando-se com os sintomas da própria ansiedade com que os pacientes convivem quando vítimas deste tipo de crise. Elas podem ser muito demoradas e não tem o caráter ictal de subtaniedade das crises convulsivas. Não há uma afetação da consciência mas sim da percepção de funções complexas como da noção de tempo, do espaço, da realidade, do movimento, da noção do Eu e até do pensamento.
Estas várias sensações ao nível da vivência psíquica do indivíduo, a mim parecem fornecer preciosa observação da fronteira entre as experiências vividas física ou espiritualmente por estes pacientes.
Uns poucos relatos que fizeram estes pacientes, me ajudaram a confirmar que o mundo mental de cada um de nós transita numa dimensão espiritual que transcende a experiência física. Um deles é médico, freqüenta meu consultório desde garoto por ter convulsões decorrentes de neurocisticercose e recentemente procurou-me com uma certa inquietação tentando relatar, ele acompanhado pela esposa que, nos últimos dois dias tinha perdido a capacidade de acompanhar a passagem do tempo. Não era a identificação do tempo das horas ou do dia e da noite. Ele dizia ser uma perda da "noção do tempo". Os acontecimentos processavam-se na sua mente e quando ele se dava conta estes acontecimentos já tinham acabado de ocorrer.
Ao dirigir-se para seu consultório conduzindo seu carro pela estrada, fazia as curvas, mas sempre com a idéia de que isto não lhe tomava tempo, porque ocorria na sua mente, literalmente falando, antes de acontecerem fisicamente. O que tinha em mente, do trajeto que percorria, não era uma imaginação, era o próprio acontecimento . Dizia que não lhe fazia sentido o antes ou o depois porque tudo que ocorria em seqüência ele vivenciava ocorrendo simultaneamente.
Sua esposa o ajudava como auxiliar de anestesia e na entrevista me contava que apesar de permanecer o tempo todo com estas sensações que descrevia ele procedia normalmente enquanto anestesiava seus pacientes, apenas dizia que, toda atitude que tomava já lhe parecia ter ocorrido não como uma premunição mas como um acontecimento "já feito" , se assim podemos dizer por ele, e, ao terminar a anestesia, para sua mente, os fatos lhe pareciam continuar acontecendo.
A neurologia descreve, também, um estado de crise psíquica em que o paciente tem a sensação constante de estar vivendo um sonho. É chamado de "Dreamy States" pelos clássicos.
Tivemos dois pacientes que nos relataram episódios em que sentiam uma alteração no que eles chamavam de "realidade". Uma jovem senhora referia que estas sensações a perturbavam há anos. Principalmente a noite e se estivesse perto de muitas pessoas. Isto a deixava insegura. Parecia fazer as coisas por instinto. Insistia em dizer que nas crises tinha a sensação de estar vivendo em um "estágio antes da realidade".
Um outro paciente com crises semelhantes acrescentava que também tinha a impressão de "não estar vivendo a realidade" e, tudo que fazia, para ele, "não tinha conteúdo emocional".
Duas crianças e dois adultos jovens que já acompanhávamos por antecedentes de convulsões, nos relataram episódios percepção alterada no movimento dos objetos e do próprio pensamento.
Ouvi deles expressões do tipo: "Os movimentos das coisas e das pessoas parecem acelerados"; "quando estendo as mãos para pegar um objeto parece que meus gestos são muito rápidos"; "as pessoas atravessam a rua muito depressa"; "fica difícil atravessar a rua com os carros todos correndo"; "tudo ao redor parece estar acelerado"; "as pessoas parecem falar muito rápido". Um dos garotos dizia ser acordado pela crise. Para um deles, o seu próprio pensamento, quando em crise, parecia ser acelerado.
Nestas horas ele evitava o diálogo com receio de demonstrar aos outros alguma perturbação. Um destes pacientes, com 23 anos é pintor e dizia que nas crises sentia que tudo se passava lentamente, seus próprios gestos ao lidar com o pincel lhe parecia ser feito em camera lenta embora os seus colegas não confirmassem esta vagaresa. Ele se sentia assim por mais de uma semana seguida entrando e saindo das crises sem qualquer motivo aparente.
Uma senhora que também acompanhávamos por ter desmaios, tinha um eletrencéfalo com alterações focais no hemisfério esquerdo e uma tomografia cerebral típica de neurocisticercose. Ela contava que vinha tendo episódios em que parecia se deslocar, se sentia estar muito longe, "como se num outro mundo", "ocupando um outro espaço". Estes episódios duravam 20 minutos e a seguir, mantendo-se sempre muito lúcida, ela sentia a cabeça vazia, ficava pálida e ofegante.
Outros quadros, mais complexos e as vezes muito elaborados, tem sido rotulado como alucinatórios e comumente relacionados com as disritimias do lobo temporal ou as patologias do sono.
Alguns pacientes se dizem sentir fora do corpo, sensação que a neurologia chama de “despersonalização”. Para outros, os objetos que vêem ou os sons que ouvem, estão aumentados, diminuídos ou distorcidos. As vezes, há uma concentração de cenas e episódios memorizados e o paciente, num relance, recapitula toda sua existência. Dá-se o nome de “visão panorâmica” da vida.
Tivemos, entre muitos outros, o caso de uma garota de 9 anos, que nos consultava devido manifestações comuns de epilepsia. Ela nos relatou que por algumas ocasiões, estando absolutamente desperta, se sente saindo do seu corpo em completa lucidez. Numa destas últimas crises estava sentada no sofá, assistindo televisão, quando, subitamente, se vê de pé, ao lado do corpo físico. Questionei sobre seus medos nesta hora e qual sua atitude ao se ver nesta duplicidade.
Ela respondeu-nos com muita simplicidade que assustada procurou se dirigir para perto da televisão para ver se o seu corpo ali sentado a acompanhava.
Os quadros que descrevemos acima não surpreenderiam a qualquer neurologista habituado a atender casos de epilepsia. Seguramente serão atribuídos à presença de distúrbio da atividade neuronal especialmente do lobo temporal e a maioria deles vai se ver livre destas crises com medicação disponível para atuar especificamente nas disritimias desta região.
É curioso, entretanto, que, estas descrições, ao relatarem como estes pacientes vivenciam ou "decodificam" a noção do sentido do tempo, da apreensão da realidade, da relação espaço-tempo no deslocamento dos objetos, da síntese e projeção do pensamento, nos permite despretensiosamente conjeturar uma série de semelhanças com certas descrições não acadêmicas na literatura espiritualista.
Os textos especializados em descrições sobre técnicas de meditação, Por exemplo, revelam que os "grandes mestres" e "místicos" que atingem os graus mais profundos de interiorização da consciência , fazem interessantes descrições em relação ao sentido do tempo, ao espaço ocupado pela matéria, à velocidade das partículas de matéria/energia que sintonizam, bem como, o turbilhão do fluxo do pensamento descrições estas que a meu ver tem correspondência muito provocativa com as dos epilépticos que aqui registramos.
Para nós espíritas, os conceitos de tempo no mundo espiritual, de espaço na dimensão extra-física, de projeções do pensamento, de deslocamento do corpo espiritual podem ser facilmente reconhecidos nesta serie de estórias que registramos. As lesões objetivas que a massa cerebral evidencia nestes quadros são para mim, nada mais que portas de intercessões entre as duas dimensões, a expressão física de uma realidade que o corpo nos permite palpar e a percepção espiritual que vivenciamos sem os sentidos perceberem.
sábado, 14 de março de 2009
Entrevista à Revista Internacional de Espiritismo
RIE
QUANDO FOI FUNDADO E A QUE SE DESTINA O INSTITUTO DO CEREBRO DE CAMPINAS ?
O Instituto do Cérebro foi fundado em 1987 com o propósito de integrar profissionais das áreas de Neurologia, Psiquiatria e Psicologia interessados em estudar o dilema da interação cérebro - mente tendo como paradigma a existência da alma. Com isto, permitimos que nossos profissionais e nossa clientela se sintam sem compromissos com as exigências acadêmicas que nos impede de se explorar por inteiro a transcendência do ser humano.
RIE
O INSTITUTO É UMA ENTIDADE ESPIRITA ?
Como Instituição não. É uma Clínica de Neurologia com os registros profissionais e sociais pertinentes à atividade médica tradicional.
RIE
E O SR É ESPIRITA ? QUAIS SÃO AS SUAS ATIVIDADES PROFISSIONAIS ?
Sou espírita desde os sete anos de idade, tendo recebido esta orientação dos meus pais freqüentando centros espíritas de Uberaba onde nasci. Formei-me em medicina, também em Uberaba e, me especializei em Neurologia e Neurocirurgia no Hospital das Clínicas de São Paulo. Fui professor nesta área, na UNICAMP, durante 30 anos tendo me aposentado em 1995 como Professor Titular de Neurocirurgia. Atualmente me dedico em tempo integral às atividades neurológicas do Instituto do Cérebro. Em todas atividades que exerci, particularmente como professor universitário, tive oportunidade de expressar com sinceridade e clareza meu pensamento espírita especialmente quando se tratava de analisar o porque do sofrimento humano. Trabalhando na neurologia com o cérebro e as doenças mentais, não ha como não se comprometer a importância e a segurança do espiritismo no esclarecimento da complexidade da mente e seus distúrbios.
RIE
COMO É FEITA A INTEGRAÇÃO MENTE CÉREBRO --CORPO/ESPIRITO ?
A Neurologia de hoje ainda não tem uma interpretação adequada para este dilema. Na interpretação oficial, acadêmica, a mente, é um simples produto emanante da atividade cerebral. É como se exigir que o relógio funcionando pudesse ser responsável pelo tempo. Neste sentido, o espiritismo fornece um paradigma mais adequado, não só por readmitir a mente como expressão do espírito, mas também por esclarecer que entre o cérebro e a mente existe um elemento intermediário, transdutor desta interação, que é o perispírito. A participação do perispírito permite a compreensão adequada para os fenômenos tanto dos que se processam no cérebro como, dos que emanam do espírito. O Livro dos Médiuns, o Livro dos Espíritos e as obras de André Luiz são definitivas para o esclarecimento destas questões.
RIE
NEUROLOGICAMENTE FALANDO COMO SE PROCESSA O FENOMENO MEDIUNICO ?
Allan Kardec reafirma várias vezes no Livro dos Médiuns que o fenômeno mediúnico se processa no cérebro do médium e sempre com a participação deste.
Como neurologista, posso, com a cautela necessária, sugerir que o fenômeno mediúnico é um processo de automatismo complexo, realizado através do cérebro do médium, sob a atuação de entidades espirituais que se sintonizam com o médium. Dispomos no nosso cérebro de centros de atividades automáticas para as diversas atividades motoras que nos permitem, por exemplo, falar fluentemente, escrever rapidamente, pintar ou dedilhar um instrumento musical. Estas áreas expressam suas atividades com pouca participação da consciência. Nenhum de nós quando fala, escreve ou digita um computador, precisa se deter para escolher letras , palavras ou frases. Uma vez estando treinados, este processo flui rapidamente pela nossa voz quando falamos ou pelas nossas mãos quando escrevemos. Desde que o médium possa deslocar seu foco de consciência, o espírito comunicante pode se ocupar dos núcleos de atividade automática do cérebro do médium e fazer transcorrer por ali os conceitos da sua mensagem. Esta interpretação traz diversos outros desdobramentos que, uma entrevista como esta, não tem espaço suficiente para discorrermos, mas, vale a pena meditarmos sobre eles.
RIE
E A OBSESSÃO ?
Acreditamos que a obsessão está presente numa grande maioria das perturbações da mente. As idéias fixas, as exigências sistemáticas que fazemos para nossos privilégios, os desvios de comportamento que nos conduzem à violência e à agressão contra o próximo, as querelas do dia a dia dentro ou fora de casa, são portas abertas para os processos de obsessão. E, é através do cérebro, perdendo o controle da nossa capacidade de decidir ou cedendo forças aos nossos instintos primitivos é que seremos dominados pelas entidades comprometidas com nosso passado.
RIE
QUAL O PAPEL DA EPIFESE ( OU GLANDULA PINEAL ) NESSES FENOMENOS ?
André Luiz destacou mais de uma vez a importância da pineal na sintonia da mente entre o médium e o espírito comunicante. A ciência neurológica, por enquanto, descreve a pineal com uma glândula de localização profunda no cérebro, relacionada com a pigmentação da pele, com o ritmo circadiano (dia e noite) e com o despertar do desenvolvimento dos caracteres sexuais genitais. Tem-se escrito muito sobre a melatonina secretada pela glândula pineal. Este hormônio tem uma ação relaxante, tranqüilizante, discreta o que tem servido para que, na literatura leiga, se propague uma série de propriedades que a nosso ver são balelas e panacéias sem fundamento.
RIE
EXISTE REALMENTE ANIMISMO NO FENOMENO MEDIUNICO ?
Conforme dissemos acima, o fenômeno mediúnico, de efeito intelectual, se processa através do cérebro do médium. Isto implica em que sistematicamente, em toda manifestação mediúnica ocorre uma co-autoria no conteúdo da comunicação, independentemente de estar o médium consciente ou não de sua participação ou interferência. É clássico se dizer que em todo fenômeno mediúnico existe animismo ,assim como, em todo fenômeno anímico existe assistência espiritual, portanto, também um processo de mediunismo.
RIE
QUAL A EXPLICAÇÃO PARA AS CHAMADAS “ EXPERIENCIAS FORA DO CORPO “ ( OBE-OUT OF BODY EXPERIENCES ) ?
A literatura espírita é riquíssima em relatos de médiuns que vivenciaram estas experiências e muitos livros foram ditados a estes médiuns a partir destes desdobramentos conscientes do corpo espiritual. Psiquiatras americanos tem propagado as descrições destas experiências, cativando um público muito grande, seduzido por expressões novas, mas, que em sua essência nada acrescentam ao que já se conhece com mais profundidade nos livros espíritas como, por exemplo, os da excelente médium Yvone Pereira ( Memórias de um suicida, Recordações da Mediunidade, Devassando o Invisível, Nas telas do Infinito ).
O espírita estudioso sabe que estes fenômenos são perfeitamente possíveis quando se aprende que o perispírito pode se desprender com mais ou menos facilidades dos laços que o prende ao corpo e se deslocar vivenciando o cenário do mundo espiritual. Em algumas pessoas esta vivência pode se tornar consciente e se fixar nos centros de memória do cérebro físico. O que lhes permite descrever, com a capacidade que cada um tem de interpretar o que vivenciou, a experiência que teve “do outro lado” da vida.
RIE
E PARA OS CHAMADOS EQMs ( “EXPERIENCIAS DE QUASE MORTE “) ?
Pacientes vítimas de traumatismos cranianos, de parada cardíaca ou de acidentes anestésicos ao recuperarem a consciência tem referido percepções de cenários fora da realidade física onde se localizavam. Freqüentemente descrevem atravessar um túnel e posteriormente visualizarem lugares luminosos onde podem estar presente familiares ou possíveis entidades espirituais que os confortam, amparam e os estimulam a retomarem o corpo para continuarem a existência na Terra. Possivelmente estes indivíduos podem estar com seu cérebro alterado quimicamente pelo trauma ou por drogas usadas na ressuscitarão e de alguma maneira estas mudanças químicas facilitem sua excursão, quase sempre de curta duração, pelas dimensões do mundo espiritual.
RIE
QUAIS SÃO AS NOVIDADES NA ALIANÇA ENTRE A MEDICINA E O ESPIRITISMO ?
Na busca do Homem integral, o Espiritismo permite à Medicina, inserir em seus conceitos a existência da Alma e do corpo espiritual, da dinâmica das vidas sucessivas, das leis de ação e reação em termos morais para justificar as causas dos nossos sofrimentos, a importância do nosso equilíbrio mental através da boa conduta e da oração, o significado das leis de evolução biológica e espiritual, esclarecendo que todos estamos predestinados à perfeição na medida do nosso esforço individual para dominarmos nossas más tendências e que a doença é um processo de resgate do equilíbrio com nossas necessidades espirituais e uma oportunidade de iluminação e crescimento.
Temos visto nos últimos anos um interesse crescente por temas ligados à doutrina espírita, mesmo no meio universitário onde, freqüentemente, ha uma certa rejeição aos conceitos
espiritualistas.
RIE
QUANDO FOI FUNDADO E A QUE SE DESTINA O INSTITUTO DO CEREBRO DE CAMPINAS ?
O Instituto do Cérebro foi fundado em 1987 com o propósito de integrar profissionais das áreas de Neurologia, Psiquiatria e Psicologia interessados em estudar o dilema da interação cérebro - mente tendo como paradigma a existência da alma. Com isto, permitimos que nossos profissionais e nossa clientela se sintam sem compromissos com as exigências acadêmicas que nos impede de se explorar por inteiro a transcendência do ser humano.
RIE
O INSTITUTO É UMA ENTIDADE ESPIRITA ?
Como Instituição não. É uma Clínica de Neurologia com os registros profissionais e sociais pertinentes à atividade médica tradicional.
RIE
E O SR É ESPIRITA ? QUAIS SÃO AS SUAS ATIVIDADES PROFISSIONAIS ?
Sou espírita desde os sete anos de idade, tendo recebido esta orientação dos meus pais freqüentando centros espíritas de Uberaba onde nasci. Formei-me em medicina, também em Uberaba e, me especializei em Neurologia e Neurocirurgia no Hospital das Clínicas de São Paulo. Fui professor nesta área, na UNICAMP, durante 30 anos tendo me aposentado em 1995 como Professor Titular de Neurocirurgia. Atualmente me dedico em tempo integral às atividades neurológicas do Instituto do Cérebro. Em todas atividades que exerci, particularmente como professor universitário, tive oportunidade de expressar com sinceridade e clareza meu pensamento espírita especialmente quando se tratava de analisar o porque do sofrimento humano. Trabalhando na neurologia com o cérebro e as doenças mentais, não ha como não se comprometer a importância e a segurança do espiritismo no esclarecimento da complexidade da mente e seus distúrbios.
RIE
COMO É FEITA A INTEGRAÇÃO MENTE CÉREBRO --CORPO/ESPIRITO ?
A Neurologia de hoje ainda não tem uma interpretação adequada para este dilema. Na interpretação oficial, acadêmica, a mente, é um simples produto emanante da atividade cerebral. É como se exigir que o relógio funcionando pudesse ser responsável pelo tempo. Neste sentido, o espiritismo fornece um paradigma mais adequado, não só por readmitir a mente como expressão do espírito, mas também por esclarecer que entre o cérebro e a mente existe um elemento intermediário, transdutor desta interação, que é o perispírito. A participação do perispírito permite a compreensão adequada para os fenômenos tanto dos que se processam no cérebro como, dos que emanam do espírito. O Livro dos Médiuns, o Livro dos Espíritos e as obras de André Luiz são definitivas para o esclarecimento destas questões.
RIE
NEUROLOGICAMENTE FALANDO COMO SE PROCESSA O FENOMENO MEDIUNICO ?
Allan Kardec reafirma várias vezes no Livro dos Médiuns que o fenômeno mediúnico se processa no cérebro do médium e sempre com a participação deste.
Como neurologista, posso, com a cautela necessária, sugerir que o fenômeno mediúnico é um processo de automatismo complexo, realizado através do cérebro do médium, sob a atuação de entidades espirituais que se sintonizam com o médium. Dispomos no nosso cérebro de centros de atividades automáticas para as diversas atividades motoras que nos permitem, por exemplo, falar fluentemente, escrever rapidamente, pintar ou dedilhar um instrumento musical. Estas áreas expressam suas atividades com pouca participação da consciência. Nenhum de nós quando fala, escreve ou digita um computador, precisa se deter para escolher letras , palavras ou frases. Uma vez estando treinados, este processo flui rapidamente pela nossa voz quando falamos ou pelas nossas mãos quando escrevemos. Desde que o médium possa deslocar seu foco de consciência, o espírito comunicante pode se ocupar dos núcleos de atividade automática do cérebro do médium e fazer transcorrer por ali os conceitos da sua mensagem. Esta interpretação traz diversos outros desdobramentos que, uma entrevista como esta, não tem espaço suficiente para discorrermos, mas, vale a pena meditarmos sobre eles.
RIE
E A OBSESSÃO ?
Acreditamos que a obsessão está presente numa grande maioria das perturbações da mente. As idéias fixas, as exigências sistemáticas que fazemos para nossos privilégios, os desvios de comportamento que nos conduzem à violência e à agressão contra o próximo, as querelas do dia a dia dentro ou fora de casa, são portas abertas para os processos de obsessão. E, é através do cérebro, perdendo o controle da nossa capacidade de decidir ou cedendo forças aos nossos instintos primitivos é que seremos dominados pelas entidades comprometidas com nosso passado.
RIE
QUAL O PAPEL DA EPIFESE ( OU GLANDULA PINEAL ) NESSES FENOMENOS ?
André Luiz destacou mais de uma vez a importância da pineal na sintonia da mente entre o médium e o espírito comunicante. A ciência neurológica, por enquanto, descreve a pineal com uma glândula de localização profunda no cérebro, relacionada com a pigmentação da pele, com o ritmo circadiano (dia e noite) e com o despertar do desenvolvimento dos caracteres sexuais genitais. Tem-se escrito muito sobre a melatonina secretada pela glândula pineal. Este hormônio tem uma ação relaxante, tranqüilizante, discreta o que tem servido para que, na literatura leiga, se propague uma série de propriedades que a nosso ver são balelas e panacéias sem fundamento.
RIE
EXISTE REALMENTE ANIMISMO NO FENOMENO MEDIUNICO ?
Conforme dissemos acima, o fenômeno mediúnico, de efeito intelectual, se processa através do cérebro do médium. Isto implica em que sistematicamente, em toda manifestação mediúnica ocorre uma co-autoria no conteúdo da comunicação, independentemente de estar o médium consciente ou não de sua participação ou interferência. É clássico se dizer que em todo fenômeno mediúnico existe animismo ,assim como, em todo fenômeno anímico existe assistência espiritual, portanto, também um processo de mediunismo.
RIE
QUAL A EXPLICAÇÃO PARA AS CHAMADAS “ EXPERIENCIAS FORA DO CORPO “ ( OBE-OUT OF BODY EXPERIENCES ) ?
A literatura espírita é riquíssima em relatos de médiuns que vivenciaram estas experiências e muitos livros foram ditados a estes médiuns a partir destes desdobramentos conscientes do corpo espiritual. Psiquiatras americanos tem propagado as descrições destas experiências, cativando um público muito grande, seduzido por expressões novas, mas, que em sua essência nada acrescentam ao que já se conhece com mais profundidade nos livros espíritas como, por exemplo, os da excelente médium Yvone Pereira ( Memórias de um suicida, Recordações da Mediunidade, Devassando o Invisível, Nas telas do Infinito ).
O espírita estudioso sabe que estes fenômenos são perfeitamente possíveis quando se aprende que o perispírito pode se desprender com mais ou menos facilidades dos laços que o prende ao corpo e se deslocar vivenciando o cenário do mundo espiritual. Em algumas pessoas esta vivência pode se tornar consciente e se fixar nos centros de memória do cérebro físico. O que lhes permite descrever, com a capacidade que cada um tem de interpretar o que vivenciou, a experiência que teve “do outro lado” da vida.
RIE
E PARA OS CHAMADOS EQMs ( “EXPERIENCIAS DE QUASE MORTE “) ?
Pacientes vítimas de traumatismos cranianos, de parada cardíaca ou de acidentes anestésicos ao recuperarem a consciência tem referido percepções de cenários fora da realidade física onde se localizavam. Freqüentemente descrevem atravessar um túnel e posteriormente visualizarem lugares luminosos onde podem estar presente familiares ou possíveis entidades espirituais que os confortam, amparam e os estimulam a retomarem o corpo para continuarem a existência na Terra. Possivelmente estes indivíduos podem estar com seu cérebro alterado quimicamente pelo trauma ou por drogas usadas na ressuscitarão e de alguma maneira estas mudanças químicas facilitem sua excursão, quase sempre de curta duração, pelas dimensões do mundo espiritual.
RIE
QUAIS SÃO AS NOVIDADES NA ALIANÇA ENTRE A MEDICINA E O ESPIRITISMO ?
Na busca do Homem integral, o Espiritismo permite à Medicina, inserir em seus conceitos a existência da Alma e do corpo espiritual, da dinâmica das vidas sucessivas, das leis de ação e reação em termos morais para justificar as causas dos nossos sofrimentos, a importância do nosso equilíbrio mental através da boa conduta e da oração, o significado das leis de evolução biológica e espiritual, esclarecendo que todos estamos predestinados à perfeição na medida do nosso esforço individual para dominarmos nossas más tendências e que a doença é um processo de resgate do equilíbrio com nossas necessidades espirituais e uma oportunidade de iluminação e crescimento.
Temos visto nos últimos anos um interesse crescente por temas ligados à doutrina espírita, mesmo no meio universitário onde, freqüentemente, ha uma certa rejeição aos conceitos
espiritualistas.
Entrevista: Nubor Orlando Facure – Neurocirurgião e diretor do Instituto do Cérebro de Campinas.
Tema: Criança anencéfala continua viva
Um caso de anencefalia tem gerado indagações de profissionais da saúde, estudiosos e da sociedade brasileira. Estamos falando da bebê anencéfala (nascida apenas com o tronco cerebral, sem encéfalo), dia 20 de novembro do ano passado, Marcela de Jesus Ferreira – hoje com seis meses de vida, natural de Patrocínio Paulista, cidade localizada na região de Ribeirão Preto, Estado de São Paulo.
Segundo depoimento da pediatra da pequena Marcela, Márcia Beani Barcellos, veiculada no Jornal ‘O Estado de São Paulo’, de 20 de maio de 2007. “ Em teoria, uma criança anencéfala não teria dor, fome, sentimento, frio, mas Marcela prova justamente o contrário, pois ela tem frio, dor, sente a presença da mãe, chora quando tem desconforto, emite sons e respira um bom tempo sem o auxílio do aparelho de oxigênio. [...] Ela pede colo, gosta de tomar banho.”
A mãe do bebê, Cacilda Galante Ferreira, é católica fervorosa, de família simples e muito esclarecida. “Sofrer a gente sofre, mas ela não pertence a mim, mas a Deus, e eu cuido dela aqui com muito amor [...].Enquanto isso, cada segundo da vida dela é precioso pra mim, em nenhum momento da gestação pensei no aborto”.
Sendo este um assunto digno de melhor compreensão, ‘O Tagarela’ entrevistou o neurologista e espírita, Nubor Orlando Facure, que aceitou esclarecer este distúrbio de anencefalia no âmbito fisiológico e espiritual, para que possamos compreender que este tipo de má-formação tem uma explicação científica-espiritual e que o fato da pequena Marcela ainda estar viva, nada tem de espetacular e nem de milagroso, mas sim – a prova viva da magnitude do Criador. Boa leitura!
1) A anencefalia pode ser considerada uma doença cármica?
Não gosto dessa expressão “doença cármica”. Da idéia de uma punição irremediável.
Usa-se muito o conceito de carma no meio espírita com um certo exagero, nos fazendo supor que temos que passar por situações impositivas em decorrência de comportamentos e erros que cometemos no passado. No Espiritismo compreendemos as doenças como sendo oportunidades de resgate, de redenção de nossas culpas e principalmente de crescimento espiritual. Mais que uma punição, as doenças trazem lições para o paciente e para seus familiares. É importante aprendermos a lições que o sofrimento nos oferece, não com a submissão inoperante que nos sugere suportar sem reclamar, mas, com atitudes nobres que nos permitam superar as adversidades.
Anencefalia como qualquer outra situação grave, não precisa ser vista como sentença cármica. Doença grave no corpo apressa correção no espírito.
2) Que tipos de imperfeições do espírito poderiam levar o indivíduo a escolher reencarnar como um anencéfalo?
A literatura espírita confirma que nada ocorre por acaso. Não sabemos quais são as causas profundas que justificam um situação tão grave como a que ocorre na anencefalia. Podemos apenas conjecturar que o dano cerebral deve ocorrer naquelas criaturas extremamente desajustada psiquicamente e que agora buscam um novo corpo na tentativa de recomporem sua anatomia perispiritual para se inserir de novo entre nós com uma mente renovada.
3) Especialistas da medicina afirmam que uma criança anencéfala, não pode ver; ouvir; sentir dor; frio; calor; e até a comparam com um ‘vegetal’. Como explicar o caso da pequena Marcela, que segundo sua mãe sente sua presença, gosta de tomar banho, pede colo, tem frio, sente dor, chora quando está em desconforto, emite sons e respira um tempo sem os aparelhos?
Como neurologista estou acostumado a ver fenômenos surpreendentes na fisiologia do cérebro. Um deles é a sua plasticidade. A perda de uma área anatômica não significa sempre a perda da sua função. Existe a possibilidade de outra área executar a função perdida. Ainda não está definido o quanto de cérebro precisamos possuir para expressarmos sentimentos e emoções.
4) Qual é o papel dos pais e da família nesses casos de anencefalia? Haja vista, que no caso de Marcela, os pais têm apresentado intensa preparação espiritual, já que dispensam amor e carinho necessário ao bebê.
Mesmo sabendo da gravidade da anencefalia e da curtíssima duração que costumam ter essas crianças, convém pensarmos no grande gesto de amor e caridade que essa família e principalmente essa mãe estão fazendo em favor do resgate espiritual que está em curso nessa vida tão breve. No caso da Marcela, ela está ocorrendo num momento extremamente importante para servir de alerta aos nossos ilustres juizes que inadvertidamente tem aceitado uma falsa argumentação médica autorizando aborto em caos de anencefalia. Creio que agora eles tem uma demonstração viva do erro que estariam cometendo .
5) De acordo com especialistas da saúde, a anencefalia afeta mais meninas do que meninos. Isso é verdade? Espiritualmente, qual a explicação para este fato?
Realmente, a anencefalia ocorre três vezes mais em meninas do que em meninos. Desconheço as razões espirituais que justifiquem essa desigualdade.
6) Qual a importância para a ciência acadêmica, o reconhecimento da existência da mente fora da matéria?
Quando a Medicina aceitar que a mente transcende o cérebro estaremos adotando um novo paradigma que terá implicações extraordinárias para toda Ciência Médica. É assim que vê o Espiritismo. A mente, é sinônimo de Alma, de Espírito. Ela, portanto, é imortal, experimenta múltiplas encarnações, está destinada a evoluir incessantemente e usa o cérebro como instrumento de sua expressão no mundo físico por onde circulamos.
7) Os espíritos afirmam que, há os natimortos que não foram destinados a encarnação de um espírito, seria licito a utilização nas pesquisas científicas dos embriões descartados na inseminação artificial.
Trata-se de uma situação grave e polêmica. Experimentar com a vida nessas circunstâncias é temerário e pode agravar nossos compromissos espirituais.
8) As pesquisas com célula tronco poderá chegar a regenerar parte do nosso cérebro?
A Ciência inúmeras vezes rompeu as fronteiras do impossível. Mesmo considerando a complexidade dos neurônios e de suas redes funcionais, tudo é possível. Nenhum de nós esta autorizado a fazer previsões que não possam ser superadas.
Tema: Criança anencéfala continua viva
Um caso de anencefalia tem gerado indagações de profissionais da saúde, estudiosos e da sociedade brasileira. Estamos falando da bebê anencéfala (nascida apenas com o tronco cerebral, sem encéfalo), dia 20 de novembro do ano passado, Marcela de Jesus Ferreira – hoje com seis meses de vida, natural de Patrocínio Paulista, cidade localizada na região de Ribeirão Preto, Estado de São Paulo.
Segundo depoimento da pediatra da pequena Marcela, Márcia Beani Barcellos, veiculada no Jornal ‘O Estado de São Paulo’, de 20 de maio de 2007. “ Em teoria, uma criança anencéfala não teria dor, fome, sentimento, frio, mas Marcela prova justamente o contrário, pois ela tem frio, dor, sente a presença da mãe, chora quando tem desconforto, emite sons e respira um bom tempo sem o auxílio do aparelho de oxigênio. [...] Ela pede colo, gosta de tomar banho.”
A mãe do bebê, Cacilda Galante Ferreira, é católica fervorosa, de família simples e muito esclarecida. “Sofrer a gente sofre, mas ela não pertence a mim, mas a Deus, e eu cuido dela aqui com muito amor [...].Enquanto isso, cada segundo da vida dela é precioso pra mim, em nenhum momento da gestação pensei no aborto”.
Sendo este um assunto digno de melhor compreensão, ‘O Tagarela’ entrevistou o neurologista e espírita, Nubor Orlando Facure, que aceitou esclarecer este distúrbio de anencefalia no âmbito fisiológico e espiritual, para que possamos compreender que este tipo de má-formação tem uma explicação científica-espiritual e que o fato da pequena Marcela ainda estar viva, nada tem de espetacular e nem de milagroso, mas sim – a prova viva da magnitude do Criador. Boa leitura!
1) A anencefalia pode ser considerada uma doença cármica?
Não gosto dessa expressão “doença cármica”. Da idéia de uma punição irremediável.
Usa-se muito o conceito de carma no meio espírita com um certo exagero, nos fazendo supor que temos que passar por situações impositivas em decorrência de comportamentos e erros que cometemos no passado. No Espiritismo compreendemos as doenças como sendo oportunidades de resgate, de redenção de nossas culpas e principalmente de crescimento espiritual. Mais que uma punição, as doenças trazem lições para o paciente e para seus familiares. É importante aprendermos a lições que o sofrimento nos oferece, não com a submissão inoperante que nos sugere suportar sem reclamar, mas, com atitudes nobres que nos permitam superar as adversidades.
Anencefalia como qualquer outra situação grave, não precisa ser vista como sentença cármica. Doença grave no corpo apressa correção no espírito.
2) Que tipos de imperfeições do espírito poderiam levar o indivíduo a escolher reencarnar como um anencéfalo?
A literatura espírita confirma que nada ocorre por acaso. Não sabemos quais são as causas profundas que justificam um situação tão grave como a que ocorre na anencefalia. Podemos apenas conjecturar que o dano cerebral deve ocorrer naquelas criaturas extremamente desajustada psiquicamente e que agora buscam um novo corpo na tentativa de recomporem sua anatomia perispiritual para se inserir de novo entre nós com uma mente renovada.
3) Especialistas da medicina afirmam que uma criança anencéfala, não pode ver; ouvir; sentir dor; frio; calor; e até a comparam com um ‘vegetal’. Como explicar o caso da pequena Marcela, que segundo sua mãe sente sua presença, gosta de tomar banho, pede colo, tem frio, sente dor, chora quando está em desconforto, emite sons e respira um tempo sem os aparelhos?
Como neurologista estou acostumado a ver fenômenos surpreendentes na fisiologia do cérebro. Um deles é a sua plasticidade. A perda de uma área anatômica não significa sempre a perda da sua função. Existe a possibilidade de outra área executar a função perdida. Ainda não está definido o quanto de cérebro precisamos possuir para expressarmos sentimentos e emoções.
4) Qual é o papel dos pais e da família nesses casos de anencefalia? Haja vista, que no caso de Marcela, os pais têm apresentado intensa preparação espiritual, já que dispensam amor e carinho necessário ao bebê.
Mesmo sabendo da gravidade da anencefalia e da curtíssima duração que costumam ter essas crianças, convém pensarmos no grande gesto de amor e caridade que essa família e principalmente essa mãe estão fazendo em favor do resgate espiritual que está em curso nessa vida tão breve. No caso da Marcela, ela está ocorrendo num momento extremamente importante para servir de alerta aos nossos ilustres juizes que inadvertidamente tem aceitado uma falsa argumentação médica autorizando aborto em caos de anencefalia. Creio que agora eles tem uma demonstração viva do erro que estariam cometendo .
5) De acordo com especialistas da saúde, a anencefalia afeta mais meninas do que meninos. Isso é verdade? Espiritualmente, qual a explicação para este fato?
Realmente, a anencefalia ocorre três vezes mais em meninas do que em meninos. Desconheço as razões espirituais que justifiquem essa desigualdade.
6) Qual a importância para a ciência acadêmica, o reconhecimento da existência da mente fora da matéria?
Quando a Medicina aceitar que a mente transcende o cérebro estaremos adotando um novo paradigma que terá implicações extraordinárias para toda Ciência Médica. É assim que vê o Espiritismo. A mente, é sinônimo de Alma, de Espírito. Ela, portanto, é imortal, experimenta múltiplas encarnações, está destinada a evoluir incessantemente e usa o cérebro como instrumento de sua expressão no mundo físico por onde circulamos.
7) Os espíritos afirmam que, há os natimortos que não foram destinados a encarnação de um espírito, seria licito a utilização nas pesquisas científicas dos embriões descartados na inseminação artificial.
Trata-se de uma situação grave e polêmica. Experimentar com a vida nessas circunstâncias é temerário e pode agravar nossos compromissos espirituais.
8) As pesquisas com célula tronco poderá chegar a regenerar parte do nosso cérebro?
A Ciência inúmeras vezes rompeu as fronteiras do impossível. Mesmo considerando a complexidade dos neurônios e de suas redes funcionais, tudo é possível. Nenhum de nós esta autorizado a fazer previsões que não possam ser superadas.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Doença de Alzheimer
Escala de avaliação de atividades da vida diária.
Esta escala contem atividades habituais divididas em 17 categorias.
Caso exista dificuldade a distúrbios não cognitivos como alterações motoras ou sensórias, anote este fato como observação no fim do teste. Considere a capacidade de executar a atividade, mesmo que não a execute efetivamente.
Tarefas domésticas.
0- Normal. É capaz de executar bem tarefas como fazer compras, arrumar quarto e cozinha.
1- Executa estes tipos de tarefas se houver alguma orientação.
2- Executa algumas tarefas sob orientação constante.
3- Incapaz de realizar tarefas domésticas.
Atividade profissional.
0- Normal. Continua a trabalhar sem problemas.
1- Apresenta alguns pequenos problemas.
2- Trabalha em funções mais fáceis.
3- Não trabalha mais.
Manuseio de dinheiro
0- Normal. Compreende bem o valor do dinheiro; capaz de usar cheque (se estava habituado).
1- Confunde-se um pouco mas ainda paga contas e é responsável pelo seu dinheiro.
2- Manuseia pequenas somas de dinheiro mas comete erros freqüentes.
3- Incapaz de manusear dinheiro.
Uso do telefone.
0- Normal.
1- Faz ligações para alguns números conhecidos.
2- Apenas responde às chamadas.
3- Não usa o telefone de forma alguma.
Consertos domésticos.
0- Normal. Executa todos os consertos costumeiros.
1- Executa pelo menos metade dos consertos costumeiros.
2- Ocasionalmente, executa pequenos consertos.
3- Não executa mais quaisquer consertos.
Uso de eletrodomésticos.
0- Normal. É capaz de utilizar eletrodomésticos corretamente.
1- Comete erros eventualmente.
2- Comete muitos erros mas ainda utiliza eletrodomésticos.
3- Incapaz de utilizar eletrodomésticos.
Entretenimento.
0- Normal. Acompanha fatos correntes (atualidades), lê e assiste TV, capaz de participar de jogos.
1- Acompanha parcialmente atualidades, confunde-se um pouco com o enredo de novelas e filmes, capaz de participar de jogos simples.
2- Assiste TV mas compreende pouco, não acompanha atualidades.
3- Não é capaz de assistir TV ou de interessar por atualidades.
Orientação espacial.
0- Normal. Orienta-se até por caminhos desconhecidos, capaz de utilizar mapa ou informações para atingir seu objetivo.
1- Orienta-se apenas em caminhos conhecidos.
2- Perde-se na vizinhança.
3- Desorientado dentro da própria casa (por exemplo :- vai à cozinha quando quer ir ao banheiro).
Orientação interpessoal.
0- Normal. Identifica corretamente pessoas e suas funções.
1- Comete alguns erros de identificação.
2- Confunde freqüentemente parentes distantes ou pessoas conhecidas.
3- Não identifica corretamente familiares próximos.
Relacionamento familiar.
0- Normal.
1- Menos tolerante; menos interessado ou excessivamente preocupado.
2- Quase não participa da vida familiar.
3- Não reconhece perfeitamente os familiares.
Relacionamento com os amigos.
0- Encontra-se com os amigos normalmente.
1- Encontra-se com os amigos com menor freqüência.
2- Aceita visitas, mas não procura companhia.
3- Recusa-se a manter relacionamento social, insulta os visitantes ou não os reconhece.
Ingestão de comprimidos ou remédios.
0- Normal. Lembra-se de tomar a dose sem precisar de ajuda.
1- Lembra-se de tomar a dose caso ela seja mantida em lugar especifico.
2- Precisa de lembretes verbais ou escritos.
3- É preciso que outras pessoas lhe dêem os remédios.
Interesse na aparência pessoal.
0- Usual.
1- Interessa-se no caso de sair, mas não se interessa se for ficar em casa.
2- Deixa-se arrumar ou permite que o arrume apenas quando assim solicitado.
3- Resiste às tentativas do acompanhante para asseá-lo e arrumá-lo.
Higiene pessoal.
0- Normal., sem necessidade de supervisão.
1- Necessita supervisão, mas vai ao banheiro e toma banho sem auxilio.
2- Necessita ajuda e orientação para os cuidados.
3- totalmente dependente.
Hábitos alimentares.
0- Normal. Alimenta-se corretamente, com utensílios apropriados.
1- Alimenta-se só com colher, sem higiene.
2- Capaz de comer apenas sólidos, (pão, biscoitos).
3- Necessita ser alimentado.
Capacidade de vestir-se.
0- Normal.
1- Às vezes abotoa erradamente.
3- Não se veste sozinho.
Controle esfincteriano.
0- Normal.
1- Enurese noturna ocasional.
2- Enurese noturna freqüente.
3- Incontinência.
Observações :-
Escreva aqui algumas considerações importantes.
ESTÁGIOS DA DOENÇA DE ALZHEIMER
AVALIAÇÃO
Estágio 1
Nenhuma deterioração funcional objetiva ou subjetiva
- habilidades ocupacionais, sociais e outras preservadas.
Diagnóstico Função cognitiva normal
Prognóstico Excelente
Estágio 2
Deterioração funcional --subjetiva sem comprometimento no desempenho das atividades sociais e ocupacionais
-esquecimento de nomes e locais
-esquecimento de localização de objetos
-diminuição da capacidade para guardar compromissos
Obs -Esses decréscimos, geralmente, não são notados por pessoas próximas e não há comprometimento das atividades sociais e ocupacionais.
Os sintomas subjetivos, comuns à idade, podem estar associados a desordens afetivas e ansiedades.
Diagnóstico- Funcionamento cognitivo compátivel com o desenvolvimento normal da idade.
Prognóstico- Excelente
Estágio 3
Deterioração funcional objetiva comprometendo tarefas ocupacionais e sociais complexas
- intensificação da perda de memória
- comprometimento das atividades psicomotoras
- diminuição das atividades sociais e ocupacionais ( evitar ansiedade e situações embaraçosas )
- sem dificuldades nas tarefas de rotina, embora haja alteração sutil do estilo de vida
Diagnóstico- Funções cognitivas ainda compatíveis com níveis de normalidade onde predominam quadros de ansiedade.
Prognóstico- Bom, durante 3 a 4 anos de evolução
Deterioração cognitiva em mais de 80% dos casos.
Estágio 4
Deficiência no desempenho das tarefas complexas de vida diária
- discalculia
- dificuldade em planejar e executar tarefas
- com familiares ainda funcionam independentes
- sem familiares pode haver funcionamento comprometido, impossibilidades relacionadas à sua rotina
- dificuldade para planejar e executar compras
Diagnóstico- Funcionamento cognitivo prejudicado
Prognóstico- 72% ---> piora, podendo evoluir para a morte
28% ---> estáveis por 3 a 4 anos
Estágio 5
Desempenho deficiente em tarefas básicas de vida diária como escolher suas próprias roupas.
Deficit patognomônico deste estágio
- passa a ser dependente de familiares
- necessita de auxílio em afazeres e escolha de roupas
- se esquece do banho. Faz quando lembrado
- dificuldade para dirigir, cometendo erros primários
- ainda há julgamento crítico embora prejudicado
- distúrbios afetivos como :- choro fácil, ansiedade, alterações no sono
Diagnóstico- Função cognitiva prejudicada ( moderada )
Prognóstico- Ruim, deterioração superior em 3 a 4 anos.
Estágio 6
Dispraxia para vestir-se e banhar-se
5 substágios
6a- dispraxia para vestir-se. Dificuldades para amarrar e colocar sapatos. Dificuldade ou escolha inadequada da roupa
6b- não consegue banhar-se sòzinho
não lava-se ou seca-se completamente
6c- decréscimo na habilidade para desempenhar mecanicamente a independência e limpeza higiênica
ocasionalmente incontinência urinária
6d- incontinência urinária
6e- incontinência fecal
Diagnóstico- Funcionamento cognitivo moderadamente severo
Prognóstico- Hospitalização frequente, morte em aproximadamente 4 anos
Obs:- agitação psicomotora
sintomas psicóticos com alucinações visuais e auditivas
Estágio 7
Perda da linguagem, locomoção e consciência
6 subestágios
7a- vocabulário limitado
7b- vocabulário limitado a palavras únicas, sim, não, ok, em qualquer circunstância,passa a ser ininteligível
7c- perda da capacidade de andar ( por deterioração cognitiva )
7d- perda da capacidade de sentar
7e- - perda da capacidade de sorrir
- não há reconhecimento de pessoas, familiares ou objetos
- reflexo de Grasp preservado
- reação de alerta presente
7f- - perda da habilidade para erguer a cabeça
- necessidade de SNG para alimentação
- emissão de ruídos sem relação com estímulos externos
Prognóstico - Ruim
Escala de avaliação de atividades da vida diária.
Esta escala contem atividades habituais divididas em 17 categorias.
Caso exista dificuldade a distúrbios não cognitivos como alterações motoras ou sensórias, anote este fato como observação no fim do teste. Considere a capacidade de executar a atividade, mesmo que não a execute efetivamente.
Tarefas domésticas.
0- Normal. É capaz de executar bem tarefas como fazer compras, arrumar quarto e cozinha.
1- Executa estes tipos de tarefas se houver alguma orientação.
2- Executa algumas tarefas sob orientação constante.
3- Incapaz de realizar tarefas domésticas.
Atividade profissional.
0- Normal. Continua a trabalhar sem problemas.
1- Apresenta alguns pequenos problemas.
2- Trabalha em funções mais fáceis.
3- Não trabalha mais.
Manuseio de dinheiro
0- Normal. Compreende bem o valor do dinheiro; capaz de usar cheque (se estava habituado).
1- Confunde-se um pouco mas ainda paga contas e é responsável pelo seu dinheiro.
2- Manuseia pequenas somas de dinheiro mas comete erros freqüentes.
3- Incapaz de manusear dinheiro.
Uso do telefone.
0- Normal.
1- Faz ligações para alguns números conhecidos.
2- Apenas responde às chamadas.
3- Não usa o telefone de forma alguma.
Consertos domésticos.
0- Normal. Executa todos os consertos costumeiros.
1- Executa pelo menos metade dos consertos costumeiros.
2- Ocasionalmente, executa pequenos consertos.
3- Não executa mais quaisquer consertos.
Uso de eletrodomésticos.
0- Normal. É capaz de utilizar eletrodomésticos corretamente.
1- Comete erros eventualmente.
2- Comete muitos erros mas ainda utiliza eletrodomésticos.
3- Incapaz de utilizar eletrodomésticos.
Entretenimento.
0- Normal. Acompanha fatos correntes (atualidades), lê e assiste TV, capaz de participar de jogos.
1- Acompanha parcialmente atualidades, confunde-se um pouco com o enredo de novelas e filmes, capaz de participar de jogos simples.
2- Assiste TV mas compreende pouco, não acompanha atualidades.
3- Não é capaz de assistir TV ou de interessar por atualidades.
Orientação espacial.
0- Normal. Orienta-se até por caminhos desconhecidos, capaz de utilizar mapa ou informações para atingir seu objetivo.
1- Orienta-se apenas em caminhos conhecidos.
2- Perde-se na vizinhança.
3- Desorientado dentro da própria casa (por exemplo :- vai à cozinha quando quer ir ao banheiro).
Orientação interpessoal.
0- Normal. Identifica corretamente pessoas e suas funções.
1- Comete alguns erros de identificação.
2- Confunde freqüentemente parentes distantes ou pessoas conhecidas.
3- Não identifica corretamente familiares próximos.
Relacionamento familiar.
0- Normal.
1- Menos tolerante; menos interessado ou excessivamente preocupado.
2- Quase não participa da vida familiar.
3- Não reconhece perfeitamente os familiares.
Relacionamento com os amigos.
0- Encontra-se com os amigos normalmente.
1- Encontra-se com os amigos com menor freqüência.
2- Aceita visitas, mas não procura companhia.
3- Recusa-se a manter relacionamento social, insulta os visitantes ou não os reconhece.
Ingestão de comprimidos ou remédios.
0- Normal. Lembra-se de tomar a dose sem precisar de ajuda.
1- Lembra-se de tomar a dose caso ela seja mantida em lugar especifico.
2- Precisa de lembretes verbais ou escritos.
3- É preciso que outras pessoas lhe dêem os remédios.
Interesse na aparência pessoal.
0- Usual.
1- Interessa-se no caso de sair, mas não se interessa se for ficar em casa.
2- Deixa-se arrumar ou permite que o arrume apenas quando assim solicitado.
3- Resiste às tentativas do acompanhante para asseá-lo e arrumá-lo.
Higiene pessoal.
0- Normal., sem necessidade de supervisão.
1- Necessita supervisão, mas vai ao banheiro e toma banho sem auxilio.
2- Necessita ajuda e orientação para os cuidados.
3- totalmente dependente.
Hábitos alimentares.
0- Normal. Alimenta-se corretamente, com utensílios apropriados.
1- Alimenta-se só com colher, sem higiene.
2- Capaz de comer apenas sólidos, (pão, biscoitos).
3- Necessita ser alimentado.
Capacidade de vestir-se.
0- Normal.
1- Às vezes abotoa erradamente.
3- Não se veste sozinho.
Controle esfincteriano.
0- Normal.
1- Enurese noturna ocasional.
2- Enurese noturna freqüente.
3- Incontinência.
Observações :-
Escreva aqui algumas considerações importantes.
ESTÁGIOS DA DOENÇA DE ALZHEIMER
AVALIAÇÃO
Estágio 1
Nenhuma deterioração funcional objetiva ou subjetiva
- habilidades ocupacionais, sociais e outras preservadas.
Diagnóstico Função cognitiva normal
Prognóstico Excelente
Estágio 2
Deterioração funcional --subjetiva sem comprometimento no desempenho das atividades sociais e ocupacionais
-esquecimento de nomes e locais
-esquecimento de localização de objetos
-diminuição da capacidade para guardar compromissos
Obs -Esses decréscimos, geralmente, não são notados por pessoas próximas e não há comprometimento das atividades sociais e ocupacionais.
Os sintomas subjetivos, comuns à idade, podem estar associados a desordens afetivas e ansiedades.
Diagnóstico- Funcionamento cognitivo compátivel com o desenvolvimento normal da idade.
Prognóstico- Excelente
Estágio 3
Deterioração funcional objetiva comprometendo tarefas ocupacionais e sociais complexas
- intensificação da perda de memória
- comprometimento das atividades psicomotoras
- diminuição das atividades sociais e ocupacionais ( evitar ansiedade e situações embaraçosas )
- sem dificuldades nas tarefas de rotina, embora haja alteração sutil do estilo de vida
Diagnóstico- Funções cognitivas ainda compatíveis com níveis de normalidade onde predominam quadros de ansiedade.
Prognóstico- Bom, durante 3 a 4 anos de evolução
Deterioração cognitiva em mais de 80% dos casos.
Estágio 4
Deficiência no desempenho das tarefas complexas de vida diária
- discalculia
- dificuldade em planejar e executar tarefas
- com familiares ainda funcionam independentes
- sem familiares pode haver funcionamento comprometido, impossibilidades relacionadas à sua rotina
- dificuldade para planejar e executar compras
Diagnóstico- Funcionamento cognitivo prejudicado
Prognóstico- 72% ---> piora, podendo evoluir para a morte
28% ---> estáveis por 3 a 4 anos
Estágio 5
Desempenho deficiente em tarefas básicas de vida diária como escolher suas próprias roupas.
Deficit patognomônico deste estágio
- passa a ser dependente de familiares
- necessita de auxílio em afazeres e escolha de roupas
- se esquece do banho. Faz quando lembrado
- dificuldade para dirigir, cometendo erros primários
- ainda há julgamento crítico embora prejudicado
- distúrbios afetivos como :- choro fácil, ansiedade, alterações no sono
Diagnóstico- Função cognitiva prejudicada ( moderada )
Prognóstico- Ruim, deterioração superior em 3 a 4 anos.
Estágio 6
Dispraxia para vestir-se e banhar-se
5 substágios
6a- dispraxia para vestir-se. Dificuldades para amarrar e colocar sapatos. Dificuldade ou escolha inadequada da roupa
6b- não consegue banhar-se sòzinho
não lava-se ou seca-se completamente
6c- decréscimo na habilidade para desempenhar mecanicamente a independência e limpeza higiênica
ocasionalmente incontinência urinária
6d- incontinência urinária
6e- incontinência fecal
Diagnóstico- Funcionamento cognitivo moderadamente severo
Prognóstico- Hospitalização frequente, morte em aproximadamente 4 anos
Obs:- agitação psicomotora
sintomas psicóticos com alucinações visuais e auditivas
Estágio 7
Perda da linguagem, locomoção e consciência
6 subestágios
7a- vocabulário limitado
7b- vocabulário limitado a palavras únicas, sim, não, ok, em qualquer circunstância,passa a ser ininteligível
7c- perda da capacidade de andar ( por deterioração cognitiva )
7d- perda da capacidade de sentar
7e- - perda da capacidade de sorrir
- não há reconhecimento de pessoas, familiares ou objetos
- reflexo de Grasp preservado
- reação de alerta presente
7f- - perda da habilidade para erguer a cabeça
- necessidade de SNG para alimentação
- emissão de ruídos sem relação com estímulos externos
Prognóstico - Ruim
Fragmentos
Nubor Orlando Facure
O que nos faz humanos é a nossa capacidade de dizer não, querendo dizer sim
O cérebro decompõe sensações e recompõe percepções.
Consciência é a propriedade que nos permite perceber a realidade interna e externa
A Consciência resulta da construção da idéia, mas, ela não é a idéia, ela é o ser que a constrói
Comportamento é a atividade mental expressa numa conduta.
Os animais são capazes de se expressarem por uma linguagem que nos permite compreendê-los. Isso é mais do que um comportamento, é uma atividade mental complexa.
A realidade interna – de uma ameaça, por exemplo, – é diferente da realidade externa.
Vários estímulos ambientais expandiram o cérebro – isso nos dá a impressão de que o cérebro cresce em função do que fazemos.
No entanto, o cérebro de hoje já está pronto para muitas coisas que só faremos no futuro.
Ele é o mesmo há 200 mil anos, época em que não tínhamos computador, games ou celular multifuncional.
O mundo foi feito de fogo, água, terra, ar e, ....pólvora
A “evolução das espécies” é verdadeira
A “sobrevivência dos mais aptos” também
A “seleção natural” é correta
Nas variações casuais (mutações genéticas) age Deus
Psicologia é o estudo da atividade mental vivida internamente ou expressa externamente - revelada por nossos comportamentos.
Confirmei que uma paciente tinha Doença de Alzheimer. A filha me diz que seu médico em Minas e os outros irmãos não acreditavam nesse diagnóstico.
A gente pode dar os ouvidos ao outro, dar as mãos e até mesmo o coração, mas, não podemos lhes dar as nossas idéias.
A base espiritual da memória
No cérebro - rede de neurônios, química cerebral, as memórias são lembranças.
No perispírito - fluido magnético, memória é vibração, lembrar é reviver.
No Espírito - é princípio quântico, recordar é luz e cor. Memória é iluminação.
O sonho é a gente que inventa
As necessidades estimulam as idéias e elas desenvolvem o cérebro.
Nubor Orlando Facure
O que nos faz humanos é a nossa capacidade de dizer não, querendo dizer sim
O cérebro decompõe sensações e recompõe percepções.
Consciência é a propriedade que nos permite perceber a realidade interna e externa
A Consciência resulta da construção da idéia, mas, ela não é a idéia, ela é o ser que a constrói
Comportamento é a atividade mental expressa numa conduta.
Os animais são capazes de se expressarem por uma linguagem que nos permite compreendê-los. Isso é mais do que um comportamento, é uma atividade mental complexa.
A realidade interna – de uma ameaça, por exemplo, – é diferente da realidade externa.
Vários estímulos ambientais expandiram o cérebro – isso nos dá a impressão de que o cérebro cresce em função do que fazemos.
No entanto, o cérebro de hoje já está pronto para muitas coisas que só faremos no futuro.
Ele é o mesmo há 200 mil anos, época em que não tínhamos computador, games ou celular multifuncional.
O mundo foi feito de fogo, água, terra, ar e, ....pólvora
A “evolução das espécies” é verdadeira
A “sobrevivência dos mais aptos” também
A “seleção natural” é correta
Nas variações casuais (mutações genéticas) age Deus
Psicologia é o estudo da atividade mental vivida internamente ou expressa externamente - revelada por nossos comportamentos.
Confirmei que uma paciente tinha Doença de Alzheimer. A filha me diz que seu médico em Minas e os outros irmãos não acreditavam nesse diagnóstico.
A gente pode dar os ouvidos ao outro, dar as mãos e até mesmo o coração, mas, não podemos lhes dar as nossas idéias.
A base espiritual da memória
No cérebro - rede de neurônios, química cerebral, as memórias são lembranças.
No perispírito - fluido magnético, memória é vibração, lembrar é reviver.
No Espírito - é princípio quântico, recordar é luz e cor. Memória é iluminação.
O sonho é a gente que inventa
As necessidades estimulam as idéias e elas desenvolvem o cérebro.
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