segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Nosso modo de agir

Nubor Orlando Facure

Construtivismo

Se cada um constrói o seu próprio conhecimento o mundo seria caótico como um caleidoscópio no qual existem tantas imagens quanto são os olhares. É preciso haver uma coerência entre o que é aprendido e o que já se sabe , isso é, aquilo que é admitido pela cultura. Tanto é que aprender a matar macacos para comer é aceito culturalmente em tribos indígenas da amazônia

A Televisão influência nossos comportamentos?

Esse é um tema muito debatido, convém sempre lembrar que nós humanos somos animais imitadores incorrigíveis. Bons e maus exemplos são imitados principalmente se a recompensa do comportamento for alta. Imitamos quem tiver mais ganhos com suas atitudes, portanto, a exposição de sucesso pela mídia transforma gente boa e gente má num forte estímulo à imitação

Dirigimos nossa ações pela imagem das suas consequências

Nossos comportamentos podem ser dirigidos pela eficiência de estímulos ou pela expectativa dos resultados.

O professor estimula a classe: vamos correndo para o pátio, hoje é dia de jogar bola

Ou o professor promete uma recompensa: quem chegar primeiro no pátio ganha um ponto na nota de matemática

O lavrador aumentou sua área de plantio assim que chegou seu empréstimo no banco. O ânimo do agricultor aumentou muito com a chegada das chuvas prometendo uma colheita bem melhor

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Retalhos

Nubor Orlando Facure

Benfeitor as avessas

É gente que ti trata mal hoje para que você seja mais tolerante amanhã

Necessidades

Necessidades físicas como fome e sede são facilmente corrigidas

Necessidades psicológicas como desejo e paixão são intermináveis e eternamente insaciáveis

Porque essa diferença?

Simplesmente porque necessidade psicológica é pura imaginação

Nosso comportamento Social

No comportamento social ha um “modus operandis” inicial , uma fase de reconhecimento do ambiente e das pessoas. Depois ocorre um ajuste com adaptações, acomodações e finalmente uma seleção que aproxima os que nivelam por afinidade

O poder da observação

Vendo o Neymar toda criança passa a imitá-lo. Isso não é um fato obrigatório

Um cavalo que vê o outro abrir o cocho e se alimentar não o fará em seguida. Ele não consegue aprender pela observação. É preciso alguém ir lá e o alimentar, ou treina-lo no procedimento através de condicionamentos

Comigo ocorre a mesma coisa: observei minha mãe fazer esfirra inúmeras vezes, nem por isso fui capaz de aprender a faze-las

Nossos pensamentos fluem ininterruptamente e nossas ideias brotam com abundância como a flores da quaresmeira. Depois, milhares de sementes são lançadas para que uma ou outra vingue num solo fértil. Não tenha tanto orgulho das ideias que deram certo, elas foram aquelas sementes que a natureza resolveu dar guarida no lugar certo para que elas vingassem – melhor entender que estamos todos “mergulhados no pensamento de Deus”

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Filosofia e histórias da Ciência

Nubor Orlando Facure

Filosofia da Ciência

A Ciência não trabalha com a Verdade. Trabalha com a observação. Um fato é verdadeiro até que uma nova observação o contradiga

Ciência na Igreja

Galileu Galilei assistia a missa na Catedral observando o candelabro no teto que balançava por efeito do vento que entrava pela porta. Tocando seu pulso ele juntou os dois fenômenos. Com o vai e vem pendular do candelabro ele podia medir a frequência do seu pulso

Os fenômenos físicos podem ser vistos e interpretados, mas, o que sabemos sobre eles depende do instrumento que usamos para ver e o nível de conhecimentos que temos para interpreta-los

Ciência nas Nuvens

Difícil entender porque o planeta Marte as vezes “anda para traz”

Quem já viajou de Trem sabe que quando um trem ultrapassa o outro, o que ficou parece andar para traz.

Johannes Kepler viveu uma “experiência fora do corpo” e, bem acima das nuvens percebeu a diferença de velocidade das duas órbitas, da Terra e de Marte. Matou a charada.

Publicou seu livro com o nome de “Sonhos” para não se arriscar à fogueira que quase pegou sua mãe, mas essa já é outra história

Ciência no Coquetel

Todo professor insiste para seu alunos repetirem suas lições para que memorizem o aprendizado

Mas, o perfume daquela menina que ti ofereceu o salgadinho naquele coquetel é inesquecível

Cheiro e gosto podem ser fixados para sempre numa única experiência

Ciência na Cozinha

Camilo Golgi, um italianinho briguento ganhou o Nobel de Medicina por ter colorido de preto os neurônio nos permitindo vê-lo em sua total arquitetura. Antes de Golgi as preparações histológicas o mostravam como manchinhas avermelhadas. O laboratório de Golgi era em sua própria casa e, em certa ocasião, uma preparação de tecido cerebral foi parar na cozinha. Foi a esposa de Golgi quem “guardou” esse pedaço de cérebro numa solução de prata – quando o Golgi percebeu o descuido já era tarde, mas, quando olhou no microscópio para ver o “estrago” iniciou uma nova Ciência – a neuropatologia. O Prêmio Nobel foi compartilhado com Ramon-y-Cajal um espanhol genial que se meteu numa briga com Golgi em plena solenidade de entrega do prêmio em Estocolmo. E a esposa do ingrato Golgi não foi agraciada nem com um prêmio de consolação

Escondendo do padre

Giovanni Morgani foi o primeiro médico a confrontar o quadro clínico dos pacientes de enfermaria com seus achados patológicos quando ocorria a necropsia – ideia simples, genial, trabalhosa e muito perigosa na época. Publicou em 1761 um livro no qual reunia o quadro clínico de 700 pacientes com análise da suas respectivas necropsias.

Nessa época era proibido a realização de autópsias sem autorização papal. Foi daí que ele inventou a “mesa de necropsia” – hoje, toda mesa de necropsia se chama “mesa de Morgani” – ele a fez com uma espécie de fundo falso – um dos seus alunos ficava de vigia e, quando o supervisor da Faculdade de Medicina aparecia, (era sempre um Padre) o tampo da mesa era levantada e o cadáver jogado para baixo, escorregando por um riacho, até ao mar. A reputação médica de Morgani era tão extraordinária que quando os exércitos austríacos invadiram a região, os soldados receberam recomendação para poupá-lo de dissabores

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A mente Humana - como ela age

Nubor Orlando Facure



Solução de problemas - usando a mente

Uma pergunta pode comprometer várias situações e admitir muitas respostas, algumas podem estarem certas e outras erradas. Quem decide são suas crenças

Pense nessa pergunta que Você me entenderá: Você mudaria de profissão hoje? Deixaria de ser advogado em São Paulo para ser fazendeiro em Tocantins?



Aprendizado caótico

Observo minha bisneta Elisa, 2 anos de idade

Ela não aprende com uma lógica linear; isso leva àquilo (relação direta de causa e efeito)

Ela aplica nas brincadeiras um comportamento caótico que se auto-organiza (nós não podemos interferir nessa hora). Percebo, então, que ela aprende por si mesmo. Esse é o milagre da Mente Humana



Nosso modo de agir

O computador pode repetir a mesma solução infinitas vezes. O Ser Humano cria uma nova opção a cada tentativa

Uma orquestra repete o conserto mas nunca é a mesma apresentação

Alguma vezes resolvemos nossos problemas por tentativa e erro acumulando experiências

Mais comumente agimos por pura intuição. Como se as soluções brotassem em nós por “encantamento” (insight)

Outras vezes agimos por regras que aprendemos nas experiências do passado – vou por esse mesmo caminho, já passei por aqui e sei que vai dar certo