Os três cérebros de Mac Lean. Uma visão biológica
A visão de Paul D. Mac Lean é fundamentada nas aquisições produzidas pela evolução. Ele descreveu três andares de atividades para o cérebro. No primeiro, seriam desenvolvidas as atividades basais ligadas a sobrevivência como o controle da respiração, do batimento cardíaco e de toda atividade visceral. É aqui que nascem os comportamentos de agressão e de comportamento repetitivo, automatizado. Este tipo de comportamento esboça as primeiras reações de ritualização, através do qual o animal visa marcar posições hierárquicas no seu grupo e estabelecer seu próprio espaço no ambiente ecológico, demarcando seu território. Aqui acontecem as reações instintivas dos arcos reflexos e os comandos que possibilitam algumas ações involuntárias indispensáveis à preservação da vida. Anatomicamente corresponde às estruturas do tronco cerebral - o bulbo, a ponte e o mesencéfalo -, do cerebelo, do globo pálido, que é o nosso gânglio da base mais antigo e dos bulbos olfatórios. Este cérebro primitivo seria para Mac Lean o equivalente ao cérebro reptiliano. O aparecimento dos bulbos olfativo e a subsequente organização do córtex do rinencéfalo com quem está conectado, possibilitou uma análise precisa dos estímulos olfativos e o aprimoramento das respostas orientadas por estes odores, facilitando a aproximação, o ataque, a fuga ou o acasalamento.
O segundo andar na divisão de Mac Lean, corresponde ao cérebro dos “mamíferos inferiores” ( monotremados e placentários) como o ornitorrinco e o gambá . Nesses animais se desenvolveu o cérebro emocional ou cérebro intermediário (o páleopálio formado pelas estruturas límbicas) onde se localizam funções de interação social entre os animais. Este sistema permite ao animal escolher entre o que lhe agrada ou desagrada. Aqui se desabrocham os comportamentos afetivos como o que induz as fêmeas a cuidarem atentamente de suas crias. Aparecem os comportamentos lúdicos, principalmente entre os filhotes, que passam o tempo brincando e lutando entre si. As situações emocionais vividas pelo animal já conseguem revelar sentimentos que não aparecia nos repteis. O cérebro límbico permite aos mamíferos expressarem medo, pavor, ira, afeição, tristeza e alegria.
Finalmente, o terceiro andar, foi desenvolvido a partir dos “mamíferos superiores” (placentários) até aos primatas. Formado pelas últimas aquisições do córtex cerebral - o neocórtex - onde se processam funções cerebrais superiores ou racionais como, por exemplo, a linguagem.
Mac Lean interpreta estes três cérebros como computadores biológicos que trabalham interconectados entre si, mantendo, porem, suas peculiaridades próprias de inteligência, subjetividade, sentido de tempo e espaço, memória, motricidade e outras funções menos específicas. No decurso da evolução, parte das primitivas funções foram sendo substituídas ou minimizadas. O sistema olfativo, de extrema importância no cérebro reptiliano, ficou muito reduzido nos humanos, onde este sistema mantém ligações apenas para a amígdala dos lobos temporais e para o córtex entorrinal.
Como podemos perceber a hierarquia dos três cérebros proposta por Mac Lean, expressa uma subdivisão tanto anatômica como funcional e dinâmica. O que freqüentemente tenho ouvido de minha filha, Kátia, bióloga, é que esta separação entre mamíferos superiores ou inferiores, é arbitrária e inconveniente, tendo em vista o que já sabemos hoje sobre o comportamento animal.
domingo, 6 de setembro de 2009
Aleksandr Romanovich Luria. Uma visão neuropsicológica
Luria (1903-1978) é considerado por alguns como o expoente máximo da neuropsicologia do século passado. Ele estudou pacientes com perda da linguagem por trauma craniano provocado por ferimentos de guerra. Ao invés de considerar o cérebro como uma entidade única, postulava que o cérebro em funcionamento era na verdade “um sistema funcional complexo”, que abrange diferentes níveis e diferentes componentes, cada um dos quais oferecendo a sua contribuição própria para a estrutura final da atividade mental.
Na interpretação de Luria, “os processos mentais humanos são sistemas funcionais complexos e não estão “localizados” em estreitas e circunscritas áreas do cérebro, mas ocorrem por meio da participação de grupos de estruturas cerebrais operando em concerto, cada uma das quais concorre com a sua própria contribuição particular para a organização desse sistema funcional”. Resulta deste pensamento que “uma questão essencial deve ser descobrir as unidades funcionais básicas de que é composto o cérebro humano e o papel desempenhado por elas em formas complexas de atividade mental".
Luria sugeriu que “há bases sólidas para se discernir as três unidades cerebrais funcionais, cuja participação se torna necessária para qualquer tipo de atividade mental”. Ele considerou estas três unidades funcionais:
1 – Unidade para regular o tônus, a vigília e os estados mentais.
2 - Unidade para receber, analisar e armazenar informações.
3 - Unidade para programar, regular e verificar a atividade.
Cada uma dessas unidades básicas exibe, ela própria, uma “estrutura hierarquizada” que consiste no envolvimento de pelo menos três zonas cerebrais construídas umas acima da outra. Seriam as áreas primárias (de projeção) que recebem impulsos da periferia ou os enviam para ela; as secundárias (de projeção – associação), aonde informações que chegam são processadas, e, finalmente, as zonas terciárias (zonas de superposição) constituídas pelos últimos sistemas dos hemisférios cerebrais a se desenvolverem sendo responsáveis, no homem, pelas formas mais complexas de atividade mental requerendo a participação em concerto de muitas áreas corticais.
Luria (1903-1978) é considerado por alguns como o expoente máximo da neuropsicologia do século passado. Ele estudou pacientes com perda da linguagem por trauma craniano provocado por ferimentos de guerra. Ao invés de considerar o cérebro como uma entidade única, postulava que o cérebro em funcionamento era na verdade “um sistema funcional complexo”, que abrange diferentes níveis e diferentes componentes, cada um dos quais oferecendo a sua contribuição própria para a estrutura final da atividade mental.
Na interpretação de Luria, “os processos mentais humanos são sistemas funcionais complexos e não estão “localizados” em estreitas e circunscritas áreas do cérebro, mas ocorrem por meio da participação de grupos de estruturas cerebrais operando em concerto, cada uma das quais concorre com a sua própria contribuição particular para a organização desse sistema funcional”. Resulta deste pensamento que “uma questão essencial deve ser descobrir as unidades funcionais básicas de que é composto o cérebro humano e o papel desempenhado por elas em formas complexas de atividade mental".
Luria sugeriu que “há bases sólidas para se discernir as três unidades cerebrais funcionais, cuja participação se torna necessária para qualquer tipo de atividade mental”. Ele considerou estas três unidades funcionais:
1 – Unidade para regular o tônus, a vigília e os estados mentais.
2 - Unidade para receber, analisar e armazenar informações.
3 - Unidade para programar, regular e verificar a atividade.
Cada uma dessas unidades básicas exibe, ela própria, uma “estrutura hierarquizada” que consiste no envolvimento de pelo menos três zonas cerebrais construídas umas acima da outra. Seriam as áreas primárias (de projeção) que recebem impulsos da periferia ou os enviam para ela; as secundárias (de projeção – associação), aonde informações que chegam são processadas, e, finalmente, as zonas terciárias (zonas de superposição) constituídas pelos últimos sistemas dos hemisférios cerebrais a se desenvolverem sendo responsáveis, no homem, pelas formas mais complexas de atividade mental requerendo a participação em concerto de muitas áreas corticais.
Hughlings Jackson. Uma visão neurológica
H. Jackson (1835-1911) nasceu na Inglaterra e trabalhou como neurologista no famoso National Hospital Queen’Square em Londres. Seu espírito de observação clínica foi tão extraordinário que nos faz pensar que ele nasceu muito adiante dos homens do seu século. Ele publicou cerca de 300 trabalhos expondo conceitos neurológicos precisos numa época em que nem o neurônio e nem a atividade elétrica cerebral eram conhecidos
Jackson, descreveu uma forma clínica de crise epiléptica focal na qual ocorre uma seqüência de contrações motoras que se iniciam na mão, sobe pelo braço, atinge a face e se propaga por toda uma metade do corpo. Nesta crise, hoje chamada de Jacksoniana, não ocorre a perda da consciência. Suas observações minuciosas foram feitas assistindo sua mulher que era portadora deste tipo de epilepsia. As crises têm origem a partir da região motora do lobo frontal e isto pode ser comprovado pelo próprio Jackson quando a sua esposa faleceu.
Analisando as manifestações clínicas de pacientes portadores de lesões nas regiões motoras do cérebro e de suas vias que se estendem pelo tronco cerebral até atingirem a medula espinhal, Jackson, elaborou o conceito de hierarquização da atividade motora. Ele afirmava que a lesão num determinado nível produziria a liberação das expressões motoras nos níveis abaixo da lesão. Consequentemente, uma lesão no cérebro, na região motora, levava a uma paralisia voluntária nos membros do lado oposto e, em contra partida, toda a atividade reflexa se exacerbava nestes membros paralisados. É a “exaltação dos reflexos”, que se comprova facilmente no exame neurológico destes pacientes.
Esta proposição de Jackson, em que ele sugere uma hierarquização funcional no sistema nervoso, é evidente quando se analisa a atividade motora voluntária, executada pelo sistema piramidal, a atividade automática, processada no sistema extra-piramidal e a reflexa que se expressa no sistema periférico.
Os reflexos musculares integrados a nível periférico, ficam liberados, o que quer dizer, exaltados, quando ocorre uma lesão que afeta as estruturas superiores dos sistemas piramidal e extra-piramidal.
O final de século vivido por Jackson, ainda mantinha viva uma sociedade organizada numa distribuição de poderes entre a nobreza e as demais forças políticas, refletindo, naturalmente, numa população carente de segurança e conforto para suas vidas.
Ocorrendo uma perturbação que desequilibrava essas forças políticas, as classes inferiores, se exaltavam, pondo à mostras suas maiores reivindicações. Este quadro social inspirou Jackson quando elaborou os princípios da disposição hierarquizada do sistema nervoso e o fenômeno da “liberação piramidal”.
Jackson via a organização hierárquica do sistema nervoso, expressa muito claramente nos três níveis da atividade motora: a voluntária, a automática e a reflexa. As lesões num dos níveis superiores produziam sua paralisia e facilitava a liberação das atividades inferiores exaltando os reflexos.
H. Jackson (1835-1911) nasceu na Inglaterra e trabalhou como neurologista no famoso National Hospital Queen’Square em Londres. Seu espírito de observação clínica foi tão extraordinário que nos faz pensar que ele nasceu muito adiante dos homens do seu século. Ele publicou cerca de 300 trabalhos expondo conceitos neurológicos precisos numa época em que nem o neurônio e nem a atividade elétrica cerebral eram conhecidos
Jackson, descreveu uma forma clínica de crise epiléptica focal na qual ocorre uma seqüência de contrações motoras que se iniciam na mão, sobe pelo braço, atinge a face e se propaga por toda uma metade do corpo. Nesta crise, hoje chamada de Jacksoniana, não ocorre a perda da consciência. Suas observações minuciosas foram feitas assistindo sua mulher que era portadora deste tipo de epilepsia. As crises têm origem a partir da região motora do lobo frontal e isto pode ser comprovado pelo próprio Jackson quando a sua esposa faleceu.
Analisando as manifestações clínicas de pacientes portadores de lesões nas regiões motoras do cérebro e de suas vias que se estendem pelo tronco cerebral até atingirem a medula espinhal, Jackson, elaborou o conceito de hierarquização da atividade motora. Ele afirmava que a lesão num determinado nível produziria a liberação das expressões motoras nos níveis abaixo da lesão. Consequentemente, uma lesão no cérebro, na região motora, levava a uma paralisia voluntária nos membros do lado oposto e, em contra partida, toda a atividade reflexa se exacerbava nestes membros paralisados. É a “exaltação dos reflexos”, que se comprova facilmente no exame neurológico destes pacientes.
Esta proposição de Jackson, em que ele sugere uma hierarquização funcional no sistema nervoso, é evidente quando se analisa a atividade motora voluntária, executada pelo sistema piramidal, a atividade automática, processada no sistema extra-piramidal e a reflexa que se expressa no sistema periférico.
Os reflexos musculares integrados a nível periférico, ficam liberados, o que quer dizer, exaltados, quando ocorre uma lesão que afeta as estruturas superiores dos sistemas piramidal e extra-piramidal.
O final de século vivido por Jackson, ainda mantinha viva uma sociedade organizada numa distribuição de poderes entre a nobreza e as demais forças políticas, refletindo, naturalmente, numa população carente de segurança e conforto para suas vidas.
Ocorrendo uma perturbação que desequilibrava essas forças políticas, as classes inferiores, se exaltavam, pondo à mostras suas maiores reivindicações. Este quadro social inspirou Jackson quando elaborou os princípios da disposição hierarquizada do sistema nervoso e o fenômeno da “liberação piramidal”.
Jackson via a organização hierárquica do sistema nervoso, expressa muito claramente nos três níveis da atividade motora: a voluntária, a automática e a reflexa. As lesões num dos níveis superiores produziam sua paralisia e facilitava a liberação das atividades inferiores exaltando os reflexos.
O Cérebro e a “Santíssima Trindade”
Nubor Orlando Facure
Até parece teologia – essa visão do “mistério da santíssima trindade” no cérebro. Talvez um cacoete dos velhos professores da medicina francesa que buscavam em todas as doenças a “tríade sintomática” que as caracterizava. A meningite iniciava com esses três sintomas - “dor de cabeça, febre e constipação intestinal”. Mesmo considerando a multiplicidade das funções do cérebro e do psiquismo humano, encontramos, em vários autores, essa sistematização hierarquizada em três níveis, lembrando “o Pai, o Filho e o Espírito Santo” que a Igreja coloca na distribuição dos poderes sagrados.
Sigismund Freud identifica três entidades no nosso aparelho psíquico – o ID, o Ego e o Superego. Há entre esses níveis uma hierarquia e uma submissão que ocasionalmente é contrariada. As forças do ID, procedentes do “inconsciente” podem impor “disfarçadamente” os seus desejos oprimidos pela consciência onde o Ego supostamente faz nossas escolhas. Domínio, submissão e perversão da hierarquia estiveram sempre presentes nos diversos autores da “trindade”cerebral.
Antes de Freud tivemos o grande neurologista inglês, Hughlings Jackson cuja esposa sofria de epilepsia apresentando um tipo de crise motora “sui-generis” . As contrações ocorriam sem perda da consciência, iniciando no polegar se estendendo para os dedos, a mão, o antebraço, o braço e finalmente a face. Como foram descritas pelo próprio esposo, elas ficaram conhecidas como crises Jacksonianas.
Estudando a atividade motora no sistema nervoso, Hughlings Jackson, sugeriu a existência de 3 níveis de complexidade. O sistema piramidal – no córtex cerebral, o extra-piramidal – nos gânglios da base e o periférico a partir da medula espinhal. Jackson introduziu o conceito de “liberação” – lesões nos níveis superiores “liberam”a ação dos inferiores. Há exaltação dos reflexos medulares quando são lesionados os sistemas piramidal e o extrapiramidal.
Outra visão trinaria foi popularizada pelo neurocientista americano, Paul Mac Lean. Sua proposta é evolucionista. Ele enxerga 3 cérebros sobrepostos na anatomia humana. Um cérebro reptiliano, um intermediário, dos mamíferos e um superior, dos primatas – chimpanzé e humanos.
Os estudantes de neuropsicologia quase todos iniciam os estudos das funções superiores do cérebro com a leitura de Luria, neurologista russo. Ele propõe a organização do cérebro em sistemas que se hierarquizam em 3 níveis de complexidade. Simplificadamente para a manutenção do tônus muscular, da percepção sensorial e das vias de associação.
Finalmente, queremos anotar a descrição do cérebro que faz o Espírito André Luiz (psicografia de Chico Xavier) no capitulo “a casa mental” (no livro No Mundo Maior). Ele anota, também, 3 níveis. Um medular, de atividade visceral – sexo e alimentação; outro ao nível da atividade motora que nos prende ao cotidiano das nossas tarefas - principalmente o trabalho de subsistência; e, por fim, o nível frontal superior que permite nossa ligação com os propósitos superiores da espiritualidade.
Nubor Orlando Facure
Até parece teologia – essa visão do “mistério da santíssima trindade” no cérebro. Talvez um cacoete dos velhos professores da medicina francesa que buscavam em todas as doenças a “tríade sintomática” que as caracterizava. A meningite iniciava com esses três sintomas - “dor de cabeça, febre e constipação intestinal”. Mesmo considerando a multiplicidade das funções do cérebro e do psiquismo humano, encontramos, em vários autores, essa sistematização hierarquizada em três níveis, lembrando “o Pai, o Filho e o Espírito Santo” que a Igreja coloca na distribuição dos poderes sagrados.
Sigismund Freud identifica três entidades no nosso aparelho psíquico – o ID, o Ego e o Superego. Há entre esses níveis uma hierarquia e uma submissão que ocasionalmente é contrariada. As forças do ID, procedentes do “inconsciente” podem impor “disfarçadamente” os seus desejos oprimidos pela consciência onde o Ego supostamente faz nossas escolhas. Domínio, submissão e perversão da hierarquia estiveram sempre presentes nos diversos autores da “trindade”cerebral.
Antes de Freud tivemos o grande neurologista inglês, Hughlings Jackson cuja esposa sofria de epilepsia apresentando um tipo de crise motora “sui-generis” . As contrações ocorriam sem perda da consciência, iniciando no polegar se estendendo para os dedos, a mão, o antebraço, o braço e finalmente a face. Como foram descritas pelo próprio esposo, elas ficaram conhecidas como crises Jacksonianas.
Estudando a atividade motora no sistema nervoso, Hughlings Jackson, sugeriu a existência de 3 níveis de complexidade. O sistema piramidal – no córtex cerebral, o extra-piramidal – nos gânglios da base e o periférico a partir da medula espinhal. Jackson introduziu o conceito de “liberação” – lesões nos níveis superiores “liberam”a ação dos inferiores. Há exaltação dos reflexos medulares quando são lesionados os sistemas piramidal e o extrapiramidal.
Outra visão trinaria foi popularizada pelo neurocientista americano, Paul Mac Lean. Sua proposta é evolucionista. Ele enxerga 3 cérebros sobrepostos na anatomia humana. Um cérebro reptiliano, um intermediário, dos mamíferos e um superior, dos primatas – chimpanzé e humanos.
Os estudantes de neuropsicologia quase todos iniciam os estudos das funções superiores do cérebro com a leitura de Luria, neurologista russo. Ele propõe a organização do cérebro em sistemas que se hierarquizam em 3 níveis de complexidade. Simplificadamente para a manutenção do tônus muscular, da percepção sensorial e das vias de associação.
Finalmente, queremos anotar a descrição do cérebro que faz o Espírito André Luiz (psicografia de Chico Xavier) no capitulo “a casa mental” (no livro No Mundo Maior). Ele anota, também, 3 níveis. Um medular, de atividade visceral – sexo e alimentação; outro ao nível da atividade motora que nos prende ao cotidiano das nossas tarefas - principalmente o trabalho de subsistência; e, por fim, o nível frontal superior que permite nossa ligação com os propósitos superiores da espiritualidade.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Noções de anatomia – estudando o cérebro
Lobo Frontal
O cérebro de um Chimpanzé pesa um pouco mais de 300 gramas, enquanto o cérebro humano pesa quase um quilo e meio. A maior parte dessa diferença deve-se a gigantesca expansão do lobo frontal.
Funções do lobo frontal:
1 - Atividade motora – realiza toda nossa atividade motora voluntária. Permite-nos chutar uma bola, ligar a Tv, empurrar uma mesa, subir a escada, bater palmas etc.
2 - Funções executivas – planejamento de estratégias mais convenientes para se executar uma determinada tarefa – como, por exemplo, ir ao supermercado para abastecer a dispensa.
3 - Memória de trabalho – organizar um encontro de colegas de faculdade atentos a todos os detalhes e desdobramentos que o encontro exige.
4 - Julgamentos de situações, escolhendo prioridades – continuar um trabalho deixando o descanso para depois.
5 - Dirigir o comportamento controlando impulsos - O que nos evita, por exemplo, atritos no transito, agressão em casa, responder mal a professora, gritar ou correr de maneira impertinente.
6 - Capacidade de tomar iniciativa – reunir pessoas para estudar em grupo, realizar a reforma da casa, trocar o carro velho por um novo, procurar um emprego.
7 - Participação social no grupo a que pertence – demonstrar altruísmo, solidariedade, submissão, autoridade.
8 - Comportamento sexual adequado ao contexto.
Situação clinica relacionada com lesões do lobo frontal:
Seqüenciamento – levantamos de manhã, a esposa nos pede para fazer o café. Temos de mobilizar o pó de café, a água, o açúcar ou o adoçante, por a água para ferver, distribuir as xícaras e talheres adequados. Todo esse processo exige um seqüenciamento que é perdido nas lesões frontais. O paciente se embaraça todo sem concluir atarefa.
Perseveração – em tudo se nota que ele é repetitivo – quando fala repete palavras, quando se movimenta repete gestos, no simples ato de estender o lençol da cama ou a colocação dos talheres na mesa ele repete atitudes.
Focalização – focalizando a atenção evitamos a dispersão da consciência. Num ambiente hostil ou num momento importante na escola é fundamental focarmos a atenção. Nas lesões do lobo frontal essa competência se perde ocorrendo freqüentes momentos de desatenção.
Espontaneidade – está ligada a tomada de iniciativa nos momentos adequados. Nas lesões frontais o paciente é descontraído demais, as vezes jocoso, brincalhão e até mesmo, irresponsável.
Flexibilidade – situações e acontecimentos tem uma dinâmica que nos exige mudar de opiniões com base em novas interpretações dos fatos. A persistência num ponto de vista ou num único juízo das coisas limita nosso leque de possibilidades de agir.
Labilidade emocional – O lobo frontal controla a extensão das nossas respostas emocionais.
Mesmo diante de situações que nos afetam muito, seja um momento triste ou uma conquista que nos alegra demais, devemos, à custa do lobo frontal, evitar ser extravagantes. O choro e o riso imotivados são comuns no paciente com lesão frontal.
Comportamento social – o relacionamento com nossos semelhantes nos impõe regras de conduta, principalmente, de respeito mútuo e compromissos sócias, na família, no trabalho e no meio social que freqüentamos.
Teoria da mente – é a capacidade de perceber a emoção do outro, é uma leitura obrigatória do sentimento alheio.
O paciente frontal costuma não se dar conta das suas irresponsabilidades sociais e das suas intervenções inconvenientes com as pessoas.
Alterações da personalidade - o maquinista Phineas Gage em 1848 sofreu um acidente com uma barra de ferro que lhe atingiu os lobos frontais. As mudanças que sofreu em sua personalidade foram relatadas por seu médico e, recentemente, o neurologista Antonio Damásio discutiu esse quadro no livro “O Erro de Descartes”.
Lobo Parietal
Está relacionado com nossas diversas formas de sensibilidade
Áreas específicas para - tato, dor, temperatura
Áreas difusas para - imagem corporal, reconhecimento de objetos (gnosias), gestos seqüenciados (Praxia), calculo.
Lobo temporal
A audição é decodificada nos lobos temporais, daí sua importância e participação na compreensão da fala.
Uma área na base do lobo temporal é encarregada da identificação das faces nos permitindo reconhecer os rostos familiares ou não.
Na intimidade do lobo temporal situa-se a amígdala, sede importante das emoções (alegria, ira, medo, fome, sexo) e o hipocampo arquivo de transição das memórias.
Lobo Occipital
A luz estimula as células da retina que na verdade são terminações nervosas. A partir daí os impulsos percorrem extensas vias que atingem o lobo occipital onde se processa a decodificação das imagens.
Giro Cíngulo
Tem um sistema de controle de erros – nos alerta quando erramos a receita do bolo, a estrada da viajem, a palavra digitada ou o palpite incorreto que desagrada o nosso chefe.
Hipotálamo
É um centro de controle da nossa atividade metabólica, hormonal, temperatura e apetite.
Glândula Pineal
Controla o chamado o ritmo circadiano (dia e noite).
Fabrica a melatonina que regula a pigmentação da pele.
Substância Reticular
Feixe populoso de pequenas células que controla o nível de consciência e sono.
Nubor O.Facure
Lobo Frontal
O cérebro de um Chimpanzé pesa um pouco mais de 300 gramas, enquanto o cérebro humano pesa quase um quilo e meio. A maior parte dessa diferença deve-se a gigantesca expansão do lobo frontal.
Funções do lobo frontal:
1 - Atividade motora – realiza toda nossa atividade motora voluntária. Permite-nos chutar uma bola, ligar a Tv, empurrar uma mesa, subir a escada, bater palmas etc.
2 - Funções executivas – planejamento de estratégias mais convenientes para se executar uma determinada tarefa – como, por exemplo, ir ao supermercado para abastecer a dispensa.
3 - Memória de trabalho – organizar um encontro de colegas de faculdade atentos a todos os detalhes e desdobramentos que o encontro exige.
4 - Julgamentos de situações, escolhendo prioridades – continuar um trabalho deixando o descanso para depois.
5 - Dirigir o comportamento controlando impulsos - O que nos evita, por exemplo, atritos no transito, agressão em casa, responder mal a professora, gritar ou correr de maneira impertinente.
6 - Capacidade de tomar iniciativa – reunir pessoas para estudar em grupo, realizar a reforma da casa, trocar o carro velho por um novo, procurar um emprego.
7 - Participação social no grupo a que pertence – demonstrar altruísmo, solidariedade, submissão, autoridade.
8 - Comportamento sexual adequado ao contexto.
Situação clinica relacionada com lesões do lobo frontal:
Seqüenciamento – levantamos de manhã, a esposa nos pede para fazer o café. Temos de mobilizar o pó de café, a água, o açúcar ou o adoçante, por a água para ferver, distribuir as xícaras e talheres adequados. Todo esse processo exige um seqüenciamento que é perdido nas lesões frontais. O paciente se embaraça todo sem concluir atarefa.
Perseveração – em tudo se nota que ele é repetitivo – quando fala repete palavras, quando se movimenta repete gestos, no simples ato de estender o lençol da cama ou a colocação dos talheres na mesa ele repete atitudes.
Focalização – focalizando a atenção evitamos a dispersão da consciência. Num ambiente hostil ou num momento importante na escola é fundamental focarmos a atenção. Nas lesões do lobo frontal essa competência se perde ocorrendo freqüentes momentos de desatenção.
Espontaneidade – está ligada a tomada de iniciativa nos momentos adequados. Nas lesões frontais o paciente é descontraído demais, as vezes jocoso, brincalhão e até mesmo, irresponsável.
Flexibilidade – situações e acontecimentos tem uma dinâmica que nos exige mudar de opiniões com base em novas interpretações dos fatos. A persistência num ponto de vista ou num único juízo das coisas limita nosso leque de possibilidades de agir.
Labilidade emocional – O lobo frontal controla a extensão das nossas respostas emocionais.
Mesmo diante de situações que nos afetam muito, seja um momento triste ou uma conquista que nos alegra demais, devemos, à custa do lobo frontal, evitar ser extravagantes. O choro e o riso imotivados são comuns no paciente com lesão frontal.
Comportamento social – o relacionamento com nossos semelhantes nos impõe regras de conduta, principalmente, de respeito mútuo e compromissos sócias, na família, no trabalho e no meio social que freqüentamos.
Teoria da mente – é a capacidade de perceber a emoção do outro, é uma leitura obrigatória do sentimento alheio.
O paciente frontal costuma não se dar conta das suas irresponsabilidades sociais e das suas intervenções inconvenientes com as pessoas.
Alterações da personalidade - o maquinista Phineas Gage em 1848 sofreu um acidente com uma barra de ferro que lhe atingiu os lobos frontais. As mudanças que sofreu em sua personalidade foram relatadas por seu médico e, recentemente, o neurologista Antonio Damásio discutiu esse quadro no livro “O Erro de Descartes”.
Lobo Parietal
Está relacionado com nossas diversas formas de sensibilidade
Áreas específicas para - tato, dor, temperatura
Áreas difusas para - imagem corporal, reconhecimento de objetos (gnosias), gestos seqüenciados (Praxia), calculo.
Lobo temporal
A audição é decodificada nos lobos temporais, daí sua importância e participação na compreensão da fala.
Uma área na base do lobo temporal é encarregada da identificação das faces nos permitindo reconhecer os rostos familiares ou não.
Na intimidade do lobo temporal situa-se a amígdala, sede importante das emoções (alegria, ira, medo, fome, sexo) e o hipocampo arquivo de transição das memórias.
Lobo Occipital
A luz estimula as células da retina que na verdade são terminações nervosas. A partir daí os impulsos percorrem extensas vias que atingem o lobo occipital onde se processa a decodificação das imagens.
Giro Cíngulo
Tem um sistema de controle de erros – nos alerta quando erramos a receita do bolo, a estrada da viajem, a palavra digitada ou o palpite incorreto que desagrada o nosso chefe.
Hipotálamo
É um centro de controle da nossa atividade metabólica, hormonal, temperatura e apetite.
Glândula Pineal
Controla o chamado o ritmo circadiano (dia e noite).
Fabrica a melatonina que regula a pigmentação da pele.
Substância Reticular
Feixe populoso de pequenas células que controla o nível de consciência e sono.
Nubor O.Facure
domingo, 14 de junho de 2009
Anotações entre o cérebro e a mente
Nubor Orlando Facure
Temos três vertentes: a que privilegia a mente (Espírito), a que privilegia o cérebro e a que junta as duas numa coisa só.
“O cérebro é o órgão de inserção do Espírito nas coisas”
“Todo evento mental (é idêntico a) um evento físico no cérebro”
“O mental, em virtude da sua intencionalidade, não pode ser reduzido ao físico”
Afinal, consciência sou Eu ou meu cérebro?
Do ponto de vista filosófico é a minha RESPONSABILIDADE. Do ponto de vista neurológico o meu ESTADO DE ALERTA. Do ponto de vista espiritual, o CENTRO ENERGÉTICO DA MINHA ALMA. Do ponto de vista místico nossa SINTONIA COM DEUS.
Posso dizer que o cérebro pensa?
Essa pergunta sou Eu quem pensa para responder. Mas, sei que quando meu cérebro adoece Eu não penso direito. Essa é minha opinião: Eu penso que ele fugiu, escutei o barulho que fez. Senti uma fisgada nas costas, Eu pensei que era minha dor de volta.
É o cérebro quem percebe o mundo?
Vou refletir depois Eu lhe conto. A Luz forte me ofusca. O barulho da música não me deixa pensar. Preciso do cérebro para perceber a luz e o barulho. O cérebro tem um mapa do mundo construído com o que percebe. O cérebro constrói hipóteses sobre o que existe a partir do que já conhece. Não temos acesso aos processos que produzem nosso estado interior. Não me conheço por dentro e é com isso que tomo minhas decisões. Sei coisas que nem conheço. Sei como se toca piano, como movem as estrelas.
Afinal, quem sente, eu ou o meu cérebro?
Eu sinto cócegas, arrepios, sonolência, tranqüilidade, raiva, medo, vontade de gritar, mas se me tirarem meu cérebro não sei como lhe contar.
E o que eu tenho, a quem pertence?
Tenho um amigo em Minas, tenho uma dor nas pernas, tenho uma saudade na Alma, tenho um dinheiro no bolso, tenho uma dívida no banco. Mas, se me tiram o cérebro perco todas essas coisas.
E o que faço com quem faço?
Aperto com as mãos, mordo com os dentes, arranho com as unhas, chuto com os pés, vejo com os próprios olhos, fujo com as pernas, pensei que fosse com o cérebro.
Quem é que se emociona eu ou o meu cérebro?
A emoção somos nós em cada célula. Quando Eu erro, quem assume a culpa sou Eu, não é meu cérebro. Nunca vi meu cérebro arrependido. Fiquei com dó e lhe emprestei dinheiro. Ele se endividou comigo e não com meu cérebro. Basta um pouquinho de química para perturbar o meu cérebro. Basta um gole de café para me despertar. Esse perfume me traz lembranças. Meu relógio ficou “maluco” Eu percebi isso ontem. Essa serra é “violenta” Eu vi como ela corta.
Quem toma minhas decisões?
Toda noite Eu tomo o trem das onze. Troquei meu celular antiquado por um 3G. Não posso beber que faço bobagem. Meu cérebro também não tolera a fome, isso me deixa inerte. Minha dor de cabeça me deixa confuso.
As crenças que tenho são minhas ou do meu cérebro?
Eu acredito em fantasmas, ele tem medo de conferir. Creio que já vi esse filme, minha memória falha. Eu acreditei nela, minha emoção me traiu. Creio que o conheço, falei seu nome errado. Creio que ele chega as oito, anotei na sua agenda.
O comportamento é meu ou do meu cérebro
Tenho forças para empurrar a mesa sem cair. Tenho forças para suportar a dor sem gritar. Não suporto a saudade sem chorar. Não me contenho de alegria sem pular.
Onde fica o cérebro e a mente
Ele está contrariado, vejo isso no seu rosto. Ele falou a verdade, vi isso nos seus olhos. Ele tinha medo, seu corpo tremia. Ele cerrava os punhos de ódio. Minhas memórias estão no cérebro, minha mente freqüentemente as consulta. Não mudo meu passado, mas posso contá-lo de outro modo. Mentalizo meu futuro e posso reinventá-lo. As imagens físicas meu cérebro me mostra. Minhas imagens mentais eu não as vejo, sei que são imaginações. Imagino uma casa, não sei quantas janelas ela tem. Conhecer o seu cérebro é conhecer a si mesmo?
Quem aprende, eu ou o meu cérebro
Ele aprendeu a andar e a falar com dois anos, seu cérebro é perfeito. “As pessoas são quem aprendem, os processos neurais é que tornam isso possível”. A criança aprende a andar sem saber o que é andar. O velho sabe como fazer sem conseguir fazer. “Muito do que sei fazer aprendi sem perceber”. As palavras contem informações, sou Eu quem as compreende.
Finalmente
A Neurologia considera que Eu sou o que meus neurônios aprendem
A Filosofia me considera uma pessoa
A Poesia diz que minha alma é meu corpo
As mãos de Eurídice
Riam. Às vezes ficavam furiosas. Choravam. Juntavam-se em súplica. Projetavam-se em desespero. Pedro Bloch.
Nubor Orlando Facure
Temos três vertentes: a que privilegia a mente (Espírito), a que privilegia o cérebro e a que junta as duas numa coisa só.
“O cérebro é o órgão de inserção do Espírito nas coisas”
“Todo evento mental (é idêntico a) um evento físico no cérebro”
“O mental, em virtude da sua intencionalidade, não pode ser reduzido ao físico”
Afinal, consciência sou Eu ou meu cérebro?
Do ponto de vista filosófico é a minha RESPONSABILIDADE. Do ponto de vista neurológico o meu ESTADO DE ALERTA. Do ponto de vista espiritual, o CENTRO ENERGÉTICO DA MINHA ALMA. Do ponto de vista místico nossa SINTONIA COM DEUS.
Posso dizer que o cérebro pensa?
Essa pergunta sou Eu quem pensa para responder. Mas, sei que quando meu cérebro adoece Eu não penso direito. Essa é minha opinião: Eu penso que ele fugiu, escutei o barulho que fez. Senti uma fisgada nas costas, Eu pensei que era minha dor de volta.
É o cérebro quem percebe o mundo?
Vou refletir depois Eu lhe conto. A Luz forte me ofusca. O barulho da música não me deixa pensar. Preciso do cérebro para perceber a luz e o barulho. O cérebro tem um mapa do mundo construído com o que percebe. O cérebro constrói hipóteses sobre o que existe a partir do que já conhece. Não temos acesso aos processos que produzem nosso estado interior. Não me conheço por dentro e é com isso que tomo minhas decisões. Sei coisas que nem conheço. Sei como se toca piano, como movem as estrelas.
Afinal, quem sente, eu ou o meu cérebro?
Eu sinto cócegas, arrepios, sonolência, tranqüilidade, raiva, medo, vontade de gritar, mas se me tirarem meu cérebro não sei como lhe contar.
E o que eu tenho, a quem pertence?
Tenho um amigo em Minas, tenho uma dor nas pernas, tenho uma saudade na Alma, tenho um dinheiro no bolso, tenho uma dívida no banco. Mas, se me tiram o cérebro perco todas essas coisas.
E o que faço com quem faço?
Aperto com as mãos, mordo com os dentes, arranho com as unhas, chuto com os pés, vejo com os próprios olhos, fujo com as pernas, pensei que fosse com o cérebro.
Quem é que se emociona eu ou o meu cérebro?
A emoção somos nós em cada célula. Quando Eu erro, quem assume a culpa sou Eu, não é meu cérebro. Nunca vi meu cérebro arrependido. Fiquei com dó e lhe emprestei dinheiro. Ele se endividou comigo e não com meu cérebro. Basta um pouquinho de química para perturbar o meu cérebro. Basta um gole de café para me despertar. Esse perfume me traz lembranças. Meu relógio ficou “maluco” Eu percebi isso ontem. Essa serra é “violenta” Eu vi como ela corta.
Quem toma minhas decisões?
Toda noite Eu tomo o trem das onze. Troquei meu celular antiquado por um 3G. Não posso beber que faço bobagem. Meu cérebro também não tolera a fome, isso me deixa inerte. Minha dor de cabeça me deixa confuso.
As crenças que tenho são minhas ou do meu cérebro?
Eu acredito em fantasmas, ele tem medo de conferir. Creio que já vi esse filme, minha memória falha. Eu acreditei nela, minha emoção me traiu. Creio que o conheço, falei seu nome errado. Creio que ele chega as oito, anotei na sua agenda.
O comportamento é meu ou do meu cérebro
Tenho forças para empurrar a mesa sem cair. Tenho forças para suportar a dor sem gritar. Não suporto a saudade sem chorar. Não me contenho de alegria sem pular.
Onde fica o cérebro e a mente
Ele está contrariado, vejo isso no seu rosto. Ele falou a verdade, vi isso nos seus olhos. Ele tinha medo, seu corpo tremia. Ele cerrava os punhos de ódio. Minhas memórias estão no cérebro, minha mente freqüentemente as consulta. Não mudo meu passado, mas posso contá-lo de outro modo. Mentalizo meu futuro e posso reinventá-lo. As imagens físicas meu cérebro me mostra. Minhas imagens mentais eu não as vejo, sei que são imaginações. Imagino uma casa, não sei quantas janelas ela tem. Conhecer o seu cérebro é conhecer a si mesmo?
Quem aprende, eu ou o meu cérebro
Ele aprendeu a andar e a falar com dois anos, seu cérebro é perfeito. “As pessoas são quem aprendem, os processos neurais é que tornam isso possível”. A criança aprende a andar sem saber o que é andar. O velho sabe como fazer sem conseguir fazer. “Muito do que sei fazer aprendi sem perceber”. As palavras contem informações, sou Eu quem as compreende.
Finalmente
A Neurologia considera que Eu sou o que meus neurônios aprendem
A Filosofia me considera uma pessoa
A Poesia diz que minha alma é meu corpo
As mãos de Eurídice
Riam. Às vezes ficavam furiosas. Choravam. Juntavam-se em súplica. Projetavam-se em desespero. Pedro Bloch.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Contribuição ao pensamento espírita
Nubor Orlando Facure
1 – Ao descrever as funções da pineal, a partir do plano espiritual, André Luiz (pelo médium Chico Xavier), nos revela outro paradigma fisiológico. Para mim, esse modelo de interação descrito por André Luiz, introduz uma nova compreensão dos fenômenos de ação da mente sobre o cérebro.
2 - Sugeri o nome de “fenômenos espírito-somáticos” a um grupo de fenômenos onde a atuação do fluido mental (derivado do “fluido cósmico universal” segundo Allan Kardec) tem papel preponderante, com particularidades que estão muito acima das limitações, por exemplo, dos neurotransmissores.
3 – Organismos inferiores, como uma bactéria, não precisa “renascer” bactéria. Seu material genético “espiritual” pode ser incorporado a outros seres vivos mais ou menos complexos. Afinal, nosso corpo físico transita carregando em suas vísceras, trilhões de microorganismos.
4 – Creio que os centros de forças (chacras) atuariam no cérebro através de vias anatômicas (feixes nervosos) que os neurologistas chamam de “sistemas difusos” de atividade cerebral.
O chacra cerebral de localização frontal estaria ligado ao sistema dopaminérgico.
O chacra coronário ao sistema endócrino pineal e o eixo hipotálamo-hipofisário (hormônios)
Os chacras plexuais (laríngeo, gástrico, esplênico, genésico) estriam ligados ao sistema nervoso autônomo (acetilcolina e nor-adrenalina).
5 – Para mim, a mediunidade é um automatismo cerebral complexo com a participação orquestrada de duas mentes interdependentes. Os núcleos da base e o lobo frontal seriam as principais áreas desses automatismos.
6 – André Luiz aponta a sintonia, o condicionamento, a aceitação e a sugestão como indispensáveis ao fenômeno mediúnico. Eu incluiria o aprendizado. Todo automatismo passa antes, por um treinamento.
7 – Nos médiuns pintores o aprendizado cria nos centros de automatismo cerebral (núcleos da base e região pré-frontal) um programa específico para a capacidade de pintar. O Espírito pintor traz pronta a tela que é resgatada para o plano físico dentro deste programa automático. Como o Power-point resgata as imagens da nossa câmara fotográfica.
No que concerne a mistura das tintas e sua expressão na tela, deve ocorrer um fenômeno tipo mediunidade de “efeitos físicos”que obriga a tinta a “obedecer” as misturas que a mente do pintor determinou.
8 - Diversas situações clínicas como a histeria, a hipnose, a narcolepsia, o membro fantasma, a anorexia nervosa, podem expressar a existência de um “corpo mental” que obedece a uma fisiologia distinta da que ocorre com corpo físico.
9 – Na literatura, a definição de mente costuma ser complexa, discordante e contraditória. Frequentemente é interpretada com sendo a própria consciência. André Luiz tem a mente como sinônimo de Espírito.
Para mim, consciência, é uma propriedade da mente, que nos permite identificar e interagir com o meio interno e externo que nos atinge. Essa propriedade vai se constituindo com a progressão da evolução dos seres vivos. Assim como um elemento simples como o oxigênio ou o carbono tem determinadas propriedades, esses mesmos elementos, à medida que se combinam compondo substâncias cada vez mais complexas, como, por exemplo, proteínas, se enriquecem com outro padrão de propriedades. A consciência implica, então, na aquisição de uma organização mais ampla e complexa de um mesmo elemento.
10 – Nossas memórias são eternas. No mundo físico, aprendemos que “nada se perde, tudo se transforma”. No mundo mental, pensamentos e idéias vibram para sempre.
11 – André Luiz ensina que o Espírito produz o pensamento e o transfere ao cérebro físico atuando sobre os corpúsculos de Nissl. A neurologia esclarece que esses corpúsculos correspondem ao retículo endoplasmático rugoso, que está encarregado de transcrever proteinas que participam da membrana celular e enzimas que participam da química dos neurotransmissores. Parece então, que, podemos sugerir, que, o próprio Espírito tem em suas mãos o poder de construir o tipo de neurônio que lhe convém.
12 – A reencarnação não se processa numa trajetória linear. As idéias de “vidas sussessivas e o progresso constante do átomo ao arcanjo”, parecem sugerirem isso.
Assim como ocorre em qualquer organismo vivo, onde, do ponto de vista material, o que interessa é levar adiante os seus genes, para o “Princípio Espiritual” o que interessa é ocupar um corpo qualquer, para viver. O próprio material genético já conquistado não nos deixaria retroceder. As aquisições são progressivas. Aptidões, habilidades, instintos e conhecimento estão aprimorando genes. A trajetória que eles vão seguir é ascendente, mas, seguramente tortuosa.
13 – Acreditamos haver no cérebro a “via do bem estar”, da mesma maneira que existe o circuito do estresse que nos faz reagir diante das agressões físicas ou psicológicas. Numa situação de perigo o cérebro põe todo um sistema de alerta que nos favorece a luta ou a fuga imediata. Esse processo mediado por cortisol e adrenalina é altamente destrutivo para o organismo.
A reação de bem estar que estamos propondo incluiria a pineal e centros talâmicos como o núcleo accunbens ligado à sensação de recompensa. Os mediadores químicos seriam a melatonina e a dopamina.
Nubor Orlando Facure
1 – Ao descrever as funções da pineal, a partir do plano espiritual, André Luiz (pelo médium Chico Xavier), nos revela outro paradigma fisiológico. Para mim, esse modelo de interação descrito por André Luiz, introduz uma nova compreensão dos fenômenos de ação da mente sobre o cérebro.
2 - Sugeri o nome de “fenômenos espírito-somáticos” a um grupo de fenômenos onde a atuação do fluido mental (derivado do “fluido cósmico universal” segundo Allan Kardec) tem papel preponderante, com particularidades que estão muito acima das limitações, por exemplo, dos neurotransmissores.
3 – Organismos inferiores, como uma bactéria, não precisa “renascer” bactéria. Seu material genético “espiritual” pode ser incorporado a outros seres vivos mais ou menos complexos. Afinal, nosso corpo físico transita carregando em suas vísceras, trilhões de microorganismos.
4 – Creio que os centros de forças (chacras) atuariam no cérebro através de vias anatômicas (feixes nervosos) que os neurologistas chamam de “sistemas difusos” de atividade cerebral.
O chacra cerebral de localização frontal estaria ligado ao sistema dopaminérgico.
O chacra coronário ao sistema endócrino pineal e o eixo hipotálamo-hipofisário (hormônios)
Os chacras plexuais (laríngeo, gástrico, esplênico, genésico) estriam ligados ao sistema nervoso autônomo (acetilcolina e nor-adrenalina).
5 – Para mim, a mediunidade é um automatismo cerebral complexo com a participação orquestrada de duas mentes interdependentes. Os núcleos da base e o lobo frontal seriam as principais áreas desses automatismos.
6 – André Luiz aponta a sintonia, o condicionamento, a aceitação e a sugestão como indispensáveis ao fenômeno mediúnico. Eu incluiria o aprendizado. Todo automatismo passa antes, por um treinamento.
7 – Nos médiuns pintores o aprendizado cria nos centros de automatismo cerebral (núcleos da base e região pré-frontal) um programa específico para a capacidade de pintar. O Espírito pintor traz pronta a tela que é resgatada para o plano físico dentro deste programa automático. Como o Power-point resgata as imagens da nossa câmara fotográfica.
No que concerne a mistura das tintas e sua expressão na tela, deve ocorrer um fenômeno tipo mediunidade de “efeitos físicos”que obriga a tinta a “obedecer” as misturas que a mente do pintor determinou.
8 - Diversas situações clínicas como a histeria, a hipnose, a narcolepsia, o membro fantasma, a anorexia nervosa, podem expressar a existência de um “corpo mental” que obedece a uma fisiologia distinta da que ocorre com corpo físico.
9 – Na literatura, a definição de mente costuma ser complexa, discordante e contraditória. Frequentemente é interpretada com sendo a própria consciência. André Luiz tem a mente como sinônimo de Espírito.
Para mim, consciência, é uma propriedade da mente, que nos permite identificar e interagir com o meio interno e externo que nos atinge. Essa propriedade vai se constituindo com a progressão da evolução dos seres vivos. Assim como um elemento simples como o oxigênio ou o carbono tem determinadas propriedades, esses mesmos elementos, à medida que se combinam compondo substâncias cada vez mais complexas, como, por exemplo, proteínas, se enriquecem com outro padrão de propriedades. A consciência implica, então, na aquisição de uma organização mais ampla e complexa de um mesmo elemento.
10 – Nossas memórias são eternas. No mundo físico, aprendemos que “nada se perde, tudo se transforma”. No mundo mental, pensamentos e idéias vibram para sempre.
11 – André Luiz ensina que o Espírito produz o pensamento e o transfere ao cérebro físico atuando sobre os corpúsculos de Nissl. A neurologia esclarece que esses corpúsculos correspondem ao retículo endoplasmático rugoso, que está encarregado de transcrever proteinas que participam da membrana celular e enzimas que participam da química dos neurotransmissores. Parece então, que, podemos sugerir, que, o próprio Espírito tem em suas mãos o poder de construir o tipo de neurônio que lhe convém.
12 – A reencarnação não se processa numa trajetória linear. As idéias de “vidas sussessivas e o progresso constante do átomo ao arcanjo”, parecem sugerirem isso.
Assim como ocorre em qualquer organismo vivo, onde, do ponto de vista material, o que interessa é levar adiante os seus genes, para o “Princípio Espiritual” o que interessa é ocupar um corpo qualquer, para viver. O próprio material genético já conquistado não nos deixaria retroceder. As aquisições são progressivas. Aptidões, habilidades, instintos e conhecimento estão aprimorando genes. A trajetória que eles vão seguir é ascendente, mas, seguramente tortuosa.
13 – Acreditamos haver no cérebro a “via do bem estar”, da mesma maneira que existe o circuito do estresse que nos faz reagir diante das agressões físicas ou psicológicas. Numa situação de perigo o cérebro põe todo um sistema de alerta que nos favorece a luta ou a fuga imediata. Esse processo mediado por cortisol e adrenalina é altamente destrutivo para o organismo.
A reação de bem estar que estamos propondo incluiria a pineal e centros talâmicos como o núcleo accunbens ligado à sensação de recompensa. Os mediadores químicos seriam a melatonina e a dopamina.
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